Christian Wellendorf leva a Dinamarca à vitória no Bocuse d’Or Europa 2026
Marselha recebeu, nos dias 15 e 16 de março, um dos momentos mais aguardados do calendário da alta gastronomia mundial. Pela primeira vez realizada na França, a seleção europeia do Bocuse d’Or aconteceu dentro do Sirha Méditerranée e reuniu vinte equipes nacionais em uma disputa marcada por técnica, precisão e criatividade.
Ao final de dois dias intensos, a Dinamarca conquistou o primeiro lugar com o chef Christian Wellendorf, que liderou uma equipe afinada e altamente preparada. Ao seu lado estavam o commis Gustav Spurré e o coach Kenneth Toft-Hansen, vencedor do Bocuse d’Or em 2019 e, hoje, uma das figuras centrais da escola dinamarquesa de competições gastronômicas.
Wellendorf, chef e sócio do restaurante Babette, em Copenhague, chegou à competição com um histórico sólido dentro do universo do Bocuse d’Or. Em 2019, ele foi medalhista de ouro como commis e também recebeu o prêmio de melhor assistente da competição, experiência que ajudou a moldar sua preparação para assumir o papel de candidato principal nesta edição.
A vitória reforça o excelente momento da cozinha dinamarquesa no cenário competitivo europeu. Em 2024, o país já havia vencido a etapa continental com o chef Sebastian Holberg Svendsgaard, consolidando uma geração de cozinheiros extremamente treinada para o rigor técnico do Bocuse d’Or.
Regras da disputa
Como manda a tradição da competição, cada equipe teve cinco horas e meia para executar as provas. O tema principal em bandeja foi inspirado nos sabores de Marselha e do Mediterrâneo, trazendo ingredientes como salmonete, grão de bico, pequenas alcachofras roxas e ouriço do mar.
Outra etapa desafiadora foi o clássico Surf and Turf, que combinou sépia com filé de touro Camargue AOP, exigindo equilíbrio entre ingredientes do mar e da terra.
A edição também apresentou uma prova inédita chamada On Stage. Diante do público, os chefs tiveram apenas dez minutos para preparar uma emulsão de alho e azeite inspirada no aioli provençal, utilizando um único fogão de indução e incorporando uma assinatura culinária de seu país de origem.
O júri foi presidido pelo chef Gérald Passedat, três estrelas Michelin em Marselha e presidente honorário desta edição, que destacou o alto nível técnico apresentado pelas equipes.
Além da vitória dinamarquesa, a Noruega conquistou o segundo lugar com o chef Christian André Pettersen, acompanhado pela commis Hanna Korvald, que recebeu também o prêmio de melhor commis da competição. A Itália ficou com a terceira posição com o chef Matteo Terranova e seu commis Edoardo Magni.
Os dez primeiros colocados garantiram vaga na grande final mundial do Bocuse d’Or, que acontecerá em janeiro de 2027 durante o Sirha Lyon. Além de Dinamarca, Noruega e Itália, também avançam Suécia, França, Finlândia, Reino Unido, Bélgica, Hungria e Islândia.
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