Brasil na taça do mundo
Durante muito tempo o vinho brasileiro ocupou um lugar discreto no radar internacional. Hoje a história começa a ganhar outra narrativa. O mais recente Brazil 2026 Special Report, elaborado pelo crítico britânico e Master of Wine Tim Atkin, lança luz sobre um país que amadureceu na vinha, na adega e, sobretudo, na taça.
Ao longo de uma extensa degustação que reuniu mais de duzentos rótulos, o especialista encontrou um cenário vibrante, com vinhos que alcançam até 95 pontos e revelam um salto qualitativo consistente. Não se trata apenas de boas garrafas isoladas, mas de um conjunto cada vez mais sólido de produtores, regiões e estilos.
Entre os espumantes, categoria em que o Brasil já conquistou reputação internacional, rótulos como o Miolo Cuvée Giuseppe, o Cave Geisse Terroir Nature e o Casa Valduga 130 Brut mostram precisão técnica, cremosidade e frescor capazes de rivalizar com exemplares de regiões clássicas.
Nos tintos, a diversidade de terroirs começa a se refletir em vinhos mais elegantes e identitários. O icônico Miolo Lote 43 segue como uma das grandes referências do país, enquanto projetos mais recentes revelam nova ambição e refinamento. Exemplos como o Era dos Ventos Peverella, o Domínio do Açor Villae e o Guaspari Vista da Serra mostram que o Brasil também começa a encontrar sua voz em estilos mais autorais e ligados ao lugar.
Os brancos também surpreendem. Vinhos como o Luiz Argenta Chardonnay Gran Reserva e o Casa Verrone Sauvignon Blanc revelam frescor, definição aromática e uma acidez vibrante que dialoga bem com o clima e os solos das diferentes regiões produtoras.
@timatkinmw
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