Respiração pode ampliar prazer e sensibilidade no sexo
O ar entra e o ar sai. Inspiramos e expiramos o tempo todo sem notar como o movimento pode influenciar nossa mente. Em relações sexuais, o ritmo da respiração costuma mudar com mais frequência: por vezes, fica curta, acelerada ou até mesmo presa. O corpo entra em estado de expectativa e esquece de desacelerar para aproveitar o momento.
Estar atento à respiração pode promover atenção plena. Quando a mente desacelera, os músculos relaxam, a ansiedade diminui, nos sintonizamos com o presente e há mais espaço para sentir.
De acordo com Tamara Zanotelli, especialista em terapia tântrica, essas técnicas tendem a aumentar significativamente o prazer durante a relação, levando a orgasmos mais intensos e satisfatórios, e nos trazem uma série de benefícios:
- Aumento da lubrificação e auxílio na ereção, uma vez que há maior fluxo sanguíneo;
- Redução dos batimentos cardíacos;
- Ampliação da sensibilidade física;
- Fortalecimento da conexão com o parceiro.
“Além disso, também ajudam a desenvolver mais autoconhecimento. A mente permanece focada no presente, a percepção ao toque se intensifica e as sensações são vivenciadas com muito mais clareza.”
Tamara ainda sugere que os exercícios sejam realizados na ordem indicada, para que o corpo vivencie uma progressão gradual, já que se trata de um processo de conexão da mente com o físico e, que possui um ápice.
Relaxando o corpo
Com uma mão no coração e outra na barriga, inspire lentamente pelo nariz e expire pela boca sentindo que o abdômen está levemente contraído. O ar deve ficar concentrado apenas nessa região. Ou seja, a mão posicionada sob o peito não deve se mover para frente.
Outra opção é utilizar essa técnica enquanto está de “conchinha” com o parceiro. Dessa forma, o movimento do outro pode ser percebido por meio das costas que se expandem ao respirar profundamente, e aos poucos, ir sincronizando o ritmo. De acordo com a especialista, o contato físico adiciona uma camada de proximidade, segurança e intimidade, pois cria uma consciência profunda da presença do outro.
“Além disso, proporciona momentos de comunicação não verbal. Sem as palavras, o casal tende a sentir que está sintonizado”, explica.
O principal objetivo dessa respiração é desacelerar, iniciar um momento de relaxamento e aumentar o fluxo sanguíneo, que auxilia na lubrificação e na ereção.
Aplicando o ‘mindfulness’
Inspire silenciosamente pelo nariz por quatro segundos e expire pela boca contando até sete. Depois, mantenha-se oito segundos sem respirar (4, 7, 8). Repita o ciclo quantas vezes achar necessário, e caso prefira, adapte o tempo para o que for mais natural ao corpo. O importante é que a expiração dure por períodos mais longos.
Sendo mais rítmica, o principal objetivo aqui é focar em estar presente. Por isso, concentre-se em si e no ambiente em que você está.
Chamada de respiração de intensificação, nesta etapa o ritmo muda e é guiado conforme a dinâmica do momento. À medida que a excitação aumenta, o fluxo de ar pode se tornar mais curto e intenso, como pequenos suspiros. “Ela permite que a pessoa use o próprio fôlego para canalizar a energia sexual, e isso gera a ampliação da sensação e o impulso do corpo em direção ao orgasmo”, recomenda.
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