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Belo Horizonte,09/03/2026

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Professora transforma chapéu de caubói em negócio de R$ 100 mil por mês após viralizar nas redes

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Professora transforma chapéu de caubói em negócio de R$ 100 mil por mês após viralizar nas redes
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A goiana Merope Papadellis, fundadora de uma marca de chapéus exclusivos, viu sua rotina mudar radicalmente ao transformar o que começou como uma fonte de renda extra em um negócio que fatura R$ 100 mil por mês. Com sede em Goiânia (GO), a empresa — que hoje exporta para Estados Unidos e Europa — nasceu da observação atenta do mercado e de uma rápida adaptação às tendências digitais e culturais.
A trajetória de Papadellis no empreendedorismo começou longe dos acessórios. Enquanto atuava como professora, ela buscava complementar o orçamento doméstico vendendo roupas no interior de Goiás. O modelo de negócio era simples e direto: comprava peças em polos comerciais da região, colocava tudo no porta-malas do carro e viajava pelas cidades para oferecer os produtos diretamente às clientes.
A primeira grande virada de chave aconteceu por acaso, impulsionada pelo universo digital. Uma publicação feita pela influenciadora Andressa Suita, usando uma das peças comercializadas por ela, fez com que os pedidos disparassem. Em poucas horas, o celular da empreendedora recebeu mais de mil mensagens. Sem estrutura para atender a demanda, precisou agir prontamente. "O site nasceu da noite para o dia. Ou eu fazia aquilo, ou perdia dinheiro", relembra.
Aposta no diferencial
A transição para o mercado de chapéus ocorreu em 2018, após uma observação durante um show. Ao ver uma mulher utilizando um acessório rosa — item raro à época —, a empreendedora percebeu uma lacuna no mercado. Tirou fotos, publicou nas redes sociais e a resposta do público foi imediata.
O crescimento trouxe concorrência acirrada. Para não competir apenas por preço em um mercado saturado, Papadellis decidiu investir na customização de peças com pedrarias e brilho. O processo de desenvolvimento do produto ideal não foi simples e exigiu resiliência.
"Eu fui, peguei pedra e comecei a colar no chapéu. Só que a cola não funcionava, a pedra não dava certo. Nada era simples", relata. O custo do aprendizado foi um investimento de aproximadamente R$ 8 mil e o descarte de 50 peças que não atingiram o padrão de qualidade desejado. "Eu não chamo de prejuízo. Foi investimento para entender o meu produto", afirma.
Hoje, o negócio conta com fábricas parceiras, emprega sete bordadeiras e opera com uma rede de 10 revendedoras espalhadas pelo Brasil. A produção saltou de 10 peças mensais para 300, com preços que variam de R$ 100 a R$ 2 mil.
O sucesso da marca também está atrelado à visibilidade entre artistas do meio sertanejo. O brilho dos acessórios atraiu nomes como Paula Fernandes, Maiara & Maraisa, Claudia Leitte, Simone Mendes, Wesley Safadão e a dupla Hugo & Guilherme. Para Papadellis, estar atenta ao que está em evidência na cultura pop é essencial. "É o hype. A gente precisa aproveitar o momento da novela, das cantoras, do que está na moda no mundo inteiro. Não é só no Brasil", explica.
Mesmo com a expansão, a fundadora faz questão de manter a proximidade com o público. "Meu diferencial com as clientes é o atendimento. Às vezes eu mando um áudio e elas falam: 'nossa, que bom, a própria dona da empresa me atender'", diz.

Veja a seguir a reportagem completa, que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo:
Do palco à vitrine: como a moda country virou negócio lucrativo no Brasil

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