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Belo Horizonte,09/03/2026

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“Quem não está grávido não tem como parir”. Ouvi essa frase da professora Lúcia Helena Galvão há alguns anos e ela continua ecoando… Quando a gente inicia um processo de despertar – que eu costumo definir como a expansão da percepção da natureza da realidade – é comum surgir o impulso de chamar outras pessoas para virem junto.


Queremos que quem divide a vida com a gente, nossos sócios, colegas de trabalho, amigos e família, também veja o que a gente está vendo. Ou, mais precisamente, sinta o que a gente está sentindo. Mas quem não está grávido não tem como parir. Cada pessoa tem o seu tempo de despertar. E respeitar esse tempo talvez seja um dos despertares mais sutis – e mais desafiadores – do caminho de um buscador.


Às vezes, dói. Dói perceber algo que te atravessou profundamente e não conseguir compartilhar na mesma intensidade com quem você ama. Dói quando você muda por dentro e o mundo ao redor parece seguir igual. Nesse ponto, pode nascer um tipo curioso de ansiedade: a vontade de “acordar” o outro. Geralmente bem intencionada, mas ainda cheia de controle.


Aprendi isso de forma concreta num dos retiros de autoconhecimento que organizo. Um participante saiu tão impactado que se inscreveu num programa de comunidade para o ano seguinte inteiro. Em uma das vivências, abrimos espaço para acompanhantes e ele convidou a esposa. Ela foi meio desconfiada, mas, aos poucos, foi se abrindo, se enturmando.


Quase um ano depois, foi ela quem decidiu se inscrever no retiro. E, em seguida, no programa de comunidade. Logo na primeira atividade, ela resumiu a própria jornada com uma lucidez linda: “Eu comecei reclamando, depois aceitando, depois escolhendo”. Reclamando quando o companheiro se inscreveu, achando aquilo irrelevante. Aceitando quando começou a perceber a transformação dele. Escolhendo quando sentiu, por dentro, o chamado.


Gravidez não se apressa. Existe um tempo invisível, orgânico. Um tempo que não responde à pressão, mas à escuta interna. Por isso, uma recomendação que sempre faço depois de qualquer experiência profunda de autoconhecimento é simples: faz o teu. Não volta para o dia a dia apontando o dedo para as pessoas, dizendo: “Você precisa viver isso que eu vivi”. Essa atitude costuma criar resistência e afastar justamente quem a gente queria aproximar. Em vez disso, coloque em prática o que aprendeu e transborde para os outros.


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