Dormir sem roupa ou de pijama? Veja o que a ciência recomenda

Dormir nu ou de pijama Veja o que a ciência recomenda
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O debate sobre dormir nu ou de pijama tem repercutido nas redes sociais. Na Europa, onde as ondas de calor batem recordes, internautas levantaram o assunto, em sintonia com opiniões de pessoas que vivem em países tropicais. O consenso parece ser um: em dias quentes, muitos só conseguem dormir bem sem roupa alguma. A ciência, porém, entrou na discussão para explicar qual método é mais higiênico. E, acredite, os pijamas não existem à toa.
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Dormir nu não é a melhor opção quando se analisa como o corpo se comporta durante a noite. É o que explica o Dr. Faheem Latheef, da Associação Britânica de Dermatologistas. "Roupas de dormir folgadas e bem ventiladas, feitas de tecidos naturais como algodão, bambu ou seda, podem ajudar a absorver o suor e mantê-lo longe da pele por mais tempo em climas quentes", afirma, em entrevista ao Daily Mail.
"Durante a noite, o corpo elimina naturalmente células mortas da pele, óleo, bactérias e fungos, com ou sem pijama. No entanto, o pijama serve como uma pequena barreira entre o corpo e a roupa de cama. Portanto, as pessoas que dormem nuas transferem mais suor e células da pele diretamente para os lençóis, principalmente em climas quentes ou quando transpiram muito", observa.
A questão é que, sem a vestimenta adequada para dormir, toda essa sujeira e gordura acabam servindo de alimento para bactérias e fungos. "Se a roupa de cama ficar muito suja e não for trocada por um período prolongado, o calor e a umidade podem causar mau cheiro corporal, acne mecânica (espinhas causadas pela transpiração e pelo atrito na pele), foliculite ou crises de eczema", alerta o médico.
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Mas a discussão não envolve apenas higiene. Um pijama confortável também pode contribuir para uma noite de sono mais reparadora. Em um estudo publicado em 2019, cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, analisaram o impacto do tipo de fibra do pijama na qualidade do sono em ambientes quentes. Os pesquisadores avaliaram como diferentes tecidos influenciavam o descanso noturno.
Para isso, 36 participantes saudáveis dormiram durante quatro noites sob observação por polissonografia, um procedimento indolor que monitora e registra parâmetros fisiológicos durante o sono. Adultos entre 50 e 70 anos foram avaliados em um ambiente com temperatura de 30°C e umidade relativa de 50%, utilizando pijamas de algodão, poliéster e lã merino.
A conclusão foi que os "pijamas de lã proporcionaram benefícios estatisticamente significativos, em média, para todos os participantes e, em particular, para os mais velhos e aqueles com pior qualidade de sono".
Um efeito significativo do tipo de pijama foi observado na latência do início do sono (LIS), ou seja, no tempo necessário para adormecer. "Para os participantes mais velhos, dormir com pijamas de lã reduziu significativamente a LIS (12,4 minutos) em comparação com o algodão (26,7 minutos) e o poliéster (21,6 minutos)", aponta o estudo.
E tem mais: pessoas com sono de pior qualidade apresentaram menos despertares ao longo da noite quando usaram pijamas de lã, em comparação com aquelas que vestiram peças de algodão.




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