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Belo Horizonte,10/04/2026

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Um café com Fernanda Feitosa: "Muitas coisas me emocionam na arte contemporânea"

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Um café com Fernanda Feitosa: "Muitas coisas me emocionam na arte contemporânea"
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À frente da SP-Arte, Fernanda Feitosa construiu, ao longo de duas décadas, um dos principais pontos de encontro do circuito artístico latino-americano. Mais do que uma feira, o evento se consolidou como uma engrenagem que conecta agentes diversos e impulsiona a produção nacional. “O meu papel, e como eu vejo a SP-Arte, é de uma grande plataforma de articulação”, afirma. “Eu sou uma articuladora, uma agregadora.” A iniciativa, que nasceu com foco na arte moderna e contemporânea, amplia hoje seu escopo ao incorporar também o design, refletindo as transformações e expansões do próprio mercado.
A criação da feira responde a uma lacuna estrutural no calendário brasileiro. “Tinha uma coisa que a gente não tinha, que era um momento em que as galerias se encontravam, que elas se reuniam”, explica. Ao reunir “toda a potência dessa cadeia produtiva”, como define, a feira articula um ecossistema que vai “desde o ateliê do artista” até os espaços institucionais e residenciais onde as obras ganham vida. “Essa cadeia toda quer um momento para se encontrar. E a SP-Arte é esse momento, esse ponto de encontro.”
Esse papel ganha ainda mais relevância diante do cenário internacional. Segundo Fernanda, a produção brasileira vive um momento de reconhecimento, mas ainda enfrenta entraves de circulação. “O Brasil está chamando a atenção. A produção brasileira tem destaque, é valorizada no exterior, mas fica muito restrita ao Brasil”, diz. “O Brasil se comporta, às vezes, como uma ilha.” Para ela, ampliar conexões é um passo essencial, especialmente diante de dados que revelam o potencial do setor. “A arte é o terceiro produto mais exportado do estado de São Paulo. Nós podemos exportar mais.”
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No quarto episódio da série Um Café Com, a dimensão humana e afetiva de seu trabalho aparece com força. “Muitas coisas me emocionam na arte contemporânea. A coragem dos artistas de se arriscarem. Mas sempre me emociona a força do coletivo”, conta. Ao falar sobre encontros, presença e troca, ela revela o que move a continuidade do projeto ano após ano. Ao final, evoca referências que sintetizam sua visão de mundo: “Eu adoraria tomar um café com Lygia Pape ou com Lygia Clark. Pessoas que tiveram a coragem de criar coisas novas, de furar bolhas.” Para Fernanda, são essas figuras transgressoras que continuam a abrir caminhos — dentro e fora da feira.




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