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Belo Horizonte,09/04/2026

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Como um viral pet do TikTok se tornou empresa que faturou R$ 2,3 milhões no primeiro ano

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Como um viral pet do TikTok se tornou empresa que faturou R$ 2,3 milhões no primeiro ano
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O norte-americano Pavan Bapu atuava como diretor de marketing de crescimento em uma empresa de hardware e software que desenvolve máquinas de entalhe controladas por computador voltadas a pequenas empresas.
Em entrevista ao site americano Entrepreneur, ele relatou que iniciou um negócio paralelo com seu parceiro, Luke Wilson, em maio de 2021. À época, Wilson trabalhava na mesma empresa como gerente sênior de produto. Em determinado momento, ele publicou de forma despretensiosa um vídeo no TikTok mostrando um comedouro para cães que havia construído. O conteúdo ultrapassou 15 milhões de visualizações.
O equipamento armazenava um grande saco de ração e dispensava, por gravidade, porções ideais de alimento com um simples acionamento de alavanca, sem necessidade de fios ou baterias.
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Bapu assistiu ao vídeo repetidas vezes, em sequência, durante cerca de 30 minutos. Foi então que percebeu que Wilson havia criado, de forma independente, uma solução prática e consistente para a alimentação de cães. Naquele instante, pensou: Wilson produziria os dispensadores, enquanto ele ficaria responsável pelas vendas. Assim surgiu a ideia de uma fonte de renda extra.
Para tirar o projeto do papel, eles investiram menos de US$ 20 mil (cerca de R$ 102 mil), utilizando recursos próprios.
Cientes de que o alcance orgânico no TikTok poderia funcionar como um canal gratuito de aquisição e fortalecimento de marca, criaram uma landing page — uma página simples voltada à captação de contatos — por meio de uma plataforma sem necessidade de programação. O objetivo era coletar e-mails de potenciais clientes.
Com o tempo, passaram a publicar vídeos demonstrando a funcionalidade e a praticidade dos dispensadores, o que gerou volume significativo de visualizações e tráfego para a página, resultando na captação de cerca de 70 mil contatos.
Com essa base de interessados, lançaram uma campanha no Kickstarter — plataforma de financiamento coletivo voltada à viabilização de projetos.
“Luke desenvolveu uma linha refinada e profissional de dispensadores, enquanto eu produzi o conteúdo para a campanha. Sem investir em publicidade paga ou taxas de agência, enviamos e-mails para nossa base e arrecadamos US$ 160 mil (cerca de R$ 818 mil) para dar vida à Houndsy”, afirmou Bapu.
Segundo o empreendedor, a conciliação entre o emprego formal e o negócio paralelo trouxe impactos pessoais. “Eu deveria ter deixado meu emprego fixo mais cedo. Estava sobrecarregado, e minha esposa e meu filho pequeno sentiram essa ausência”, disse.
Equipamento da Houndsy
Divulgação
Ele avalia que, caso tivesse se dedicado integralmente ao empreendimento desde o início, poderia ter acelerado o crescimento da empresa e evitado “crises de pânico, noites mal dormidas e conflitos familiares”.
No início da jornada, Bapu trabalhava das 17h às 21h durante a semana e ao menos 16 horas nos fins de semana, somando cerca de 20 horas semanais adicionais às aproximadamente 40 horas do emprego formal.
Suas atividades incluíam vendas, atendimento ao cliente, produção de conteúdo orgânico para redes sociais, gestão de campanhas pagas, otimização do site para conversões e resposta a dúvidas dos consumidores. Já Wilson era responsável pela montagem e envio dos produtos.
Ainda assim, no primeiro ano, mesmo como atividade paralela, o negócio gerou US$ 456 mil (cerca de R$ 2,3 milhões) em receita. No segundo ano, o crescimento foi de 273%, alcançando US$ 1,7 milhão (aproximadamente R$ 8,7 milhões).
“Após quatro anos e meio de operação, estamos no caminho para atingir US$ 15 milhões em 2026 (cerca de R$ 76,6 milhões)”, afirmou.
Atualmente, Bapu dedica-se integralmente à empresa. “Hoje, trabalho das 9h às 17h na Houndsy como CEO. Lidero uma equipe altamente qualificada, responsável pelas áreas de vendas e suporte. Já o período das 17h às 21h é reservado à minha família”, disse.
Para aqueles que desejam empreender, ele deixa um conselho: “Não persiga o dinheiro. Busque uma solução viável para um problema relevante, pelo qual as pessoas estejam dispostas a pagar. O retorno financeiro será consequência”.




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