Mutirão da Santa Casa BH amplia acesso a exames cardíacos e deve atender cerca de 200 pacientes
Iniciativa é realizada com recursos de emenda parlamentar da vereadora de BH, Marcela Trópia, e busca reduzir filas e agilizar diagnósticos e procedimentos no SUS
Mutirão é realizado com emenda da vereadora de BH, Marcela Trópia (Foto Divulgação CMBH) A Santa Casa BH realiza, a partir do próximo fim de semana, um mutirão voltado à realização de exames e procedimentos cardíacos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é atender cerca de 200 pessoas já encaminhadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, com foco na prevenção e no tratamento de doenças que podem evoluir para quadros graves, como o infarto.
As ações estão programadas para os dias 11, 18 e 19 de abril. No primeiro sábado, serão realizados 120 ecocardiogramas, exame de imagem que permite avaliar o funcionamento do coração, incluindo válvulas e fluxo sanguíneo. Já nos dias 18 e 19, estão previstos 50 cateterismos, que podem resultar em até 25 angioplastias, um procedimento minimamente invasivo utilizado para desobstruir artérias.
A principal estratégia do mutirão é evitar que pacientes retornem à fila caso seja identificada a necessidade de intervenção. Nesses casos, a angioplastia já é realizada durante o próprio exame, o que reduz o tempo de espera e aumenta a segurança do atendimento.
Ainda no primeiro semestre, a unidade prevê a realização de outros 100 testes ergométricos, ampliando a linha de cuidado cardiovascular oferecida aos usuários do SUS.
Os procedimentos foram viabilizados por meio de emendas parlamentares destinadas pela vereadora Marcela Trópia. Segundo ela, o objetivo é contribuir para a redução das filas e ampliar o acesso a diagnósticos e tratamentos especializados na rede pública.
“A gente sabe que, em muitos casos, o tempo de espera pode fazer toda a diferença na evolução da doença. Direcionar recursos para mutirões como esse é uma forma concreta de garantir mais agilidade no atendimento e salvar vidas”, afirma a vereadora.
A coordenadora do Centro de Diagnóstico e Tratamento da Santa Casa BH, Jamylla Freitas, destaca o impacto da iniciativa na prevenção de complicações. “Quanto maior o tempo de espera para a realização de uma angioplastia, maior é o risco de agravamento do quadro cardíaco, uma vez que a obstrução das artérias pode evoluir, comprometendo ainda mais a condição clínica do paciente e podendo, inclusive, levar ao óbito.”
Essa não é a primeira iniciativa do tipo. Em setembro do ano passado, durante o Mês do Coração, outra emenda destinada pela vereadora Marcela Trópia permitiu a realização de cerca de 500 cateterismos na instituição, além da aquisição de novos equipamentos.
Considerado o maior hospital 100% SUS de Minas Gerais, a Santa Casa BH realiza cerca de 3,6 milhões de atendimentos por ano. O Centro de Diagnóstico e Tratamento da unidade funciona 24 horas por dia e reúne 11 setores especializados, como ecocardiografia, hemodinâmica, tomografia e ressonância magnética, atendendo exclusivamente pacientes da rede pública.





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