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Belo Horizonte,29/09/2026

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Menos metros, mais localização: compradores priorizam boa planta e rotina a pé em BH

Assessoria de Imprensa
Menos metros, mais localização: compradores priorizam boa planta e rotina a pé em BH Divulgação internet

Facilidade de acesso a serviços, redução do tempo de deslocamento e distribuição inteligente dos cômodos ganham importância na escolha do imóvel; especialista explica por que área total não deve ser analisada isoladamente.

Os domicílios ocupados por apenas uma pessoa passaram de 12,2% do total brasileiro, em 2012, para 18% em 2023, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O crescimento desse perfil ajuda a modificar as prioridades do mercado imobiliário, ampliando a procura por imóveis menores, mas capazes de oferecer praticidade, boa localização e ambientes compatíveis com diferentes rotinas. Agência Brasil

Em Belo Horizonte, a escolha entre um apartamento amplo e outro mais compacto deixou de depender apenas da metragem. Proximidade do trabalho, acesso ao transporte, possibilidade de realizar atividades a pé e presença de supermercados, farmácias, academias, restaurantes e outros serviços no entorno passaram a pesar na decisão. Em muitos casos, compradores aceitam reduzir a área interna para ganhar tempo e facilidade no cotidiano.

Para Ana Monteiro, corretora de imóveis especialista em lançamentos imobiliários e com experiência em design de interiores, essa mudança não significa que o espaço perdeu importância.

“O comprador não está simplesmente abrindo mão de metros quadrados. Ele está fazendo uma troca mais consciente entre tamanho, localização e qualidade da planta. Um imóvel menor pode funcionar melhor do que outro mais amplo quando os ambientes são bem distribuídos e o endereço facilita a rotina”, afirma.

A localização precisa ser analisada de acordo com o estilo de vida do comprador. Para quem trabalha presencialmente, a proximidade do escritório pode reduzir deslocamentos. Já profissionais em trabalho remoto tendem a observar silêncio, iluminação, ventilação e possibilidade de criar um espaço adequado para as atividades profissionais. Famílias também consideram acesso a escolas, hospitais e áreas de lazer.

Além do endereço, a distribuição dos cômodos interfere diretamente no aproveitamento da unidade. Corredores extensos, espaços residuais, excesso de divisórias e dificuldades para posicionar os móveis podem fazer um apartamento parecer menor do que realmente é. Em contrapartida, ambientes integrados, circulação livre e áreas de armazenamento bem planejadas ajudam a aproveitar cada metro quadrado.

“Uma planta eficiente precisa acompanhar a vida real. É necessário observar onde ficarão os móveis, se existe espaço para guardar objetos, como acontece a circulação e se os ambientes podem assumir mais de uma função. A metragem informada no anúncio não revela, sozinha, se aquele imóvel será confortável”, explica Ana.

Essa avaliação se torna ainda mais importante nos lançamentos imobiliários, quando o comprador toma a decisão com base em plantas, perspectivas e apartamentos decorados. As imagens de divulgação ajudam a compreender a proposta, mas é necessário verificar as medidas dos cômodos, a proporção dos móveis apresentados e as possibilidades reais de adaptação.

O valor do condomínio também deve entrar na comparação. Empreendimentos com lavanderia compartilhada, academia, área para trabalho e outros espaços de uso coletivo podem compensar a redução da área privativa. No entanto, essas estruturas precisam fazer sentido para a rotina do comprador, já que serviços pouco utilizados continuam representando uma despesa mensal.

A experiência de Ana com design de interiores contribui para uma leitura mais detalhada do potencial dos imóveis. Iluminação natural, pontos elétricos, paredes disponíveis, abertura de portas, circulação e escolha de móveis proporcionais interferem tanto no conforto quanto na percepção de amplitude. Por isso, unidades com a mesma metragem podem proporcionar experiências completamente diferentes.

“A compra precisa começar pela rotina que a pessoa deseja construir. Quando localização, planta e estrutura estão alinhadas às necessidades do morador, reduzir a metragem pode significar ganhar mobilidade, praticidade e qualidade de vida. O melhor imóvel não é necessariamente o maior, mas aquele em que o espaço e o endereço trabalham a favor de quem vai utilizá-lo”, conclui.

Fonte: Ana Monteiro Machado | Corretora de imóveis, especialista em lançamentos imobiliários.




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