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Belo Horizonte,29/09/2026

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Drones, sensores e inteligência artificial mudam a prevenção de acidentes nas minas

Assessoria de Imprensa
Drones, sensores e inteligência artificial mudam a prevenção de acidentes nas minas Divulgação internet

Novas tecnologias ampliam o monitoramento de estruturas e áreas de risco, permitem respostas mais rápidas e reforçam o trabalho técnico voltado à segurança das operações


Só em 2024, o Brasil registrou 24 acidentes e 45 incidentes envolvendo barragens, com duas mortes, segundo levantamento da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. O número ajuda a explicar por que empresas do setor mineral vêm investindo cada vez mais em equipamentos capazes de acompanhar, em tempo real, o comportamento de estruturas geotécnicas e de áreas consideradas de maior risco.

Câmeras térmicas embarcadas em aeronaves não tripuladas, piezômetros automatizados, radares e sistemas de análise de dados já fazem parte da rotina de diversas operações mineiras. Essas ferramentas permitem identificar pequenas variações de pressão, umidade ou movimentação do solo antes que se tornem um problema maior, reduzindo a dependência de vistorias manuais e ampliando a frequência das checagens em pontos de difícil acesso.

Para a Associação de Engenheiros de Minas do Estado de Minas Gerais, essa mudança representa um avanço importante, mas que não dispensa a presença do profissional qualificado por trás dos equipamentos.

"A tecnologia trouxe uma capacidade de observação que antes era impensável. Hoje conseguimos monitorar uma barragem 24 horas por dia, com alertas automáticos diante de qualquer alteração fora do padrão. Isso muda completamente a velocidade de resposta diante de um sinal de risco", afirma a entidade.

Segundo a Associação, o uso combinado de aeronaves remotas e sensores instalados diretamente nas estruturas tem se mostrado especialmente útil em áreas de relevo acidentado ou de acesso restrito, onde a inspeção presencial é mais demorada e, em alguns casos, arriscada para as equipes de campo.

"Um sobrevoo de poucos minutos consegue gerar informações que levariam horas para serem coletadas manualmente. E isso não substitui o trabalho técnico, apenas dá mais subsídio para ele", pondera a instituição.

A regulamentação também caminhou nessa direção. Desde 2022, resolução da Agência Nacional de Mineração tornou obrigatória a automatização do monitoramento em barragens de rejeitos, um movimento impulsionado pelas tragédias de Mariana e Brumadinho, que mudaram a forma como o setor lida com a segurança estrutural no país.

Para a engenharia, o próximo passo é investir na formação continuada dos profissionais responsáveis por interpretar os dados gerados por drones, sensores e demais tecnologias de monitoramento. Sistemas sofisticados somente alcançam todo o seu potencial quando há engenheiros capacitados para transformar informações em diagnósticos e decisões seguras.

Nesse contexto, a ASSEMG está preparando, para 2027, cursos voltados à aplicação de drones na engenharia, contribuindo para a atualização técnica dos profissionais e para o uso estratégico dessas ferramentas em inspeções, levantamentos e monitoramentos.

“O equipamento identifica e emite o alerta, mas cabe ao engenheiro avaliar o cenário e definir as ações necessárias. Por isso, defendemos que o investimento em tecnologia avance junto com a capacitação técnica”, ressalta a ASSEMG.

Com a expansão desses recursos e a qualificação dos profissionais, a expectativa é reduzir o tempo entre a identificação de uma anomalia e a resposta das equipes responsáveis, consolidando um modelo de prevenção mais ágil, preciso e menos dependente de inspeções pontuais.


Acompanhe a ASSEMG no Instagram: @assemg_

Fonte: ASSEMG — Associação dos Engenheiros de Minas do Estado de Minas Gerais.





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