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Belo Horizonte,29/09/2026

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Na Suíça, Fundação Beyeler reabre após projeto de expansão de Peter Zumthor

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Na Suíça, Fundação Beyeler reabre após projeto de expansão de Peter Zumthor


Inaugurada em 1997, a Fundação Beyeler — que se consolidou como um dos museus mais importantes da Suíça —, localizada na cidade de Riehen, deu início à abertura de seu complexo ampliado, que agora conta com três novos edifícios projetados pelo arquiteto suíço Peter Zumthor, vencedor do Prêmio Pritzker de 2009. Além das novas edificações, a ampliação também inclui uma seção anteriormente privada do parque tombado.
Com a expansão das estruturas previamente construídas, criadas pelo arquiteto italiano Renzo Piano, também vencedor do Pritzker em 1998, o projeto incorpora novos espaços de exposição, educação e áreas públicas.
O complexo ampliado está em fase de pré-estreia desde domingo (26). A abertura oficial está marcada para o dia 15 de janeiro de 2027.
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A proposta de Zuthmor foi selecionada por unanimidade por um júri internacional em um estudo que envolveu 11 escritórios de arquitetura. No projeto, o arquiteto buscou fazer com que a nova arquitetura proporcionasse a sensação de pertencer ao local, em vez de se apresentar como uma intervenção independente.
As adições de Zumthor, conhecido pelo uso do minimalismo e do rigor e suas obras, compreendem o Wyss Museum, o Ammann Pavilion e o Erlen Torhaus. Os projetos diferenciam-se por seus programas, formas e tratamentos de materiais, respondendo de maneiras distintas à paisagem existente.
Wyss Museum se materializa a partir de pedra local e a paisagem
O conjunto expandido da Fondation Beyeler – Museu Wyss, do Atelier Peter Zumthor
Mark Niedermann
O Wyss Museum é o maior entre as três estruturas, com três pavimentos e cerca de 1.500 metros quadrados de área expositiva. Com estrutura irregular em "Y", a construção organiza-se em torno de árvores existentes, além de grandes janelas que enquadram a paisagem ao redor, como a Floresta Negra e a região do Jura.
A edificação materializa-se com calcário do Jura, extraído localmente, aparecendo em todo o edifício: bancos, escadarias, pisos de terrazzo, agregados do teto e reboco mineral. A escolha do material não foi coincidência. Para Zumthor, a rocha se relaciona ao caráter do local e à ideia de uma nova vila.
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O conjunto expandido da Fondation Beyeler – Museu Wyss, do Atelier Peter Zumthor
Iwan Baan
Sua fachada, feita de concreto compactado, foi construída à mão durante quase um ano por uma única equipe, deixando visíveis variações sutis e marcas do processo de construção. Já os interiores são descritos como uma grande espiral: com visitantes subindo a partir da rua e atravessando uma sequência contínua de espaços antes de retornar em direção ao jardim. Assim, a arquitetura e a arte não competem na paisagem e complementam-se.
No espaço, serão expostas obras da coleção da Fundação Beyeler, criada por Hildy e Ernst Beyeler, além de empréstimos de coleções particulares.
Ammann Pavilion cria espaço para arte, música e aproveitamento da vida pública
O conjunto expandido da Fondation Beyeler – Museu Wyss e Ammann Pavilion, do Atelier Peter Zumthor
Mark Niedermann
O Ammann Pavilion está localizado em meio às duas outras edificações, e funciona como centro social público. Com estrutura térrea, feita de vidro e carvalho, o espaço se abre diretamente para o parque, por meio de grandes panos de vidro que vão do piso ao teto.
O edifício funciona como uma espécie de praça pública, com acesso gratuito durante o dia, quando visitantes podem sentar, ler e passar um tempo no parque. À noite, o pavilhão recebe concertos, performances, palestras, exibições de filmes e outros eventos culturais.
Edifícios históricos ganharam novos usos
O conjunto expandido da Fondation Beyeler, Erlen Torhaus, Wyss Museum e Ammann Pavillon do Atelier Peter Zumthor
© 2026 Calder Foundation, New York / Artists Rights Society (ARS) New York/Iwan Baan
Já no limite do lote, o Erlen Torhaus serve como ponto de transição entre a cena urbana e a reserva natural da fundação. Feito com uma estrutura de madeira (timber frame) e fachada de carvalho escurecido, o edifício abriga instalações para o manuseio de obras de arte e espaços de trabalho.
Os edifícios históricos restaurados também ganharam novos usos. Entre eles está a Orangerie, tombada pelo patrimônio e reformulada por India Mahdavi, que combina uma pequena estufa a uma loja voltada aos amantes de plantas. As estruturas existentes também foram adaptadas para atividades de arte-educação, botânica e outros projetos.
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Paisagismo toma posição central na ampliação da fundação
E a arquitetura não é a única personagem central deste novo capítulo da Fundação. O paisagismo també parte essencial da expansão idealizada por Zumthor, com a adição de aproximadamente 10.000 metros quadrados de uma área antes privada, duplicando o tamanho do Beyeler Park — cujas seções originais foram criadas no século XIX por Jean-François Caillat.
No local, uma ponte, também projetada pelo arquiteto suíço, atravessa o lago, conectando o parque diretamente à reserva natural Landschaftspark Wiese, com vistas para obras de arte dispostas entre árvores, prados e água.




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