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Belo Horizonte,19/08/2026

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Após descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, Marina Silva defende estudos para 'evitar impactos indesejáveis'

g1.globo.com
Após descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, Marina Silva defende estudos para 'evitar impactos indesejáveis'
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Após descoberta de petróleo, Marina defende estudos para 'evitar impactos indesejáveis'
Candidata ao Senado Federal por São Paulo, Marina Silva (Rede Sustentabilidade) defendeu nesta quarta-feira (19), em São Carlos (SP), a necessidade de estudos técnicos para evitar "impactos [ambientais] indesejáveis" em caso de exploração de petróleo na região da Foz do Amazonas. Ela afirmou que a bacia é "sensível'.
Marina cumpriu agenda de campanha com lideranças políticas e partidárias, no Grêmio Recreativo Flor de Maio.
A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá.
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Aprovação técnica e estudos complementares
A candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva
Brenda Bento/g1
Durante o compromisso no município, a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima enfatizou que os processos de licenciamento conduzidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) cumprem diretrizes estritamente técnicas e autônomas, sem interferência política do Poder Executivo.
"Como senadora ou como ministra, eu vou sempre respeitar o que diz a lei e a opinião dos técnicos, que é baseada em conhecimento e em muita aferição de dados", disse a ministra ao g1, reforçando a postura institucional do governo em relação aos órgãos fiscalizadores.
Ao comentar o histórico do processo na Margem Equatorial brasileira, Marina relembrou que a negação anterior de licenças ocorreu dentro do rito regulatório previsto, com o objetivo de garantir os adequados ajustes de segurança e mitigação de riscos operacionais.
"Não por acaso, a licença foi negada por duas vezes para que ajustes fossem feitos. Na hora que os técnicos entenderam que deveriam dar a licença para a prospecção, eles deram a licença. E de forma autônoma. Se a licença for sim, vai ser técnica. Se for não, é técnica e será respeitada", explicou.
LEIA TAMBÉM: Por que projeto de exploração de petróleo na Foz do Amazonas é controverso?
Bacia é 'sensível'
Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas
Petrobras/divulgação
Apesar dos avanços na fase inicial de testes, Marina ressaltou a sensibilidade ecológica da Bacia da Foz do Amazonas e defendeu a realização de estudos para uma possível exploração de petróleo.
"Em relação à Foz do Amazonas, é uma bacia sensível, sim, e é uma bacia que não tem muitos estudos. O que eu tenho defendido é de que se façam os estudos necessários na bacia, para evitar os impactos indesejáveis de possível exploração. Qual é o estudo mais importante a ser feito agora? É a Avaliação Ambiental para a Área Sedimentar (AAAS)", concluiu.
Exploração na Margem Equatorial
Recentes descobertas e pesquisas de petróleo pela Petrobras na Foz do Amazonas aqueceram as discussões sobre o potencial energético da região, considerada uma das fronteiras petrolíferas mais promissoras do mundo.
No entanto, por se tratar de uma área de alta vulnerabilidade ambiental e ecossistemas marinhos ainda pouco mapeados, órgãos ambientais e pesquisadores reforçam a necessidade de avaliações rigorosas para garantir a preservação da biodiversidade costeira.
Diversas organizações ambientais já se colocaram contra os planos de exploração na área, considerada ecologicamente sensível.
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