Alcolumbre deve tomar alguma providência, diz Valdemar sobre investigação
Em entrevista à CNN, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse neste sábado (11) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve tomar alguma “providência”, no que diz respeito à investigação da PF (Polícia Federal) sobre emendas parlamentares.
O presidente da legenda, que foi alvo de operação na última sexta-feira (10), disse que já recebeu, inclusive, uma ligação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“Ficou muito preocupado com o processo [Hugo Motta]. Ele ficou muito preocupado. Eu acho que o Alcolumbre também deve tomar alguma providência no Senado. Por que isso é política, é feita dessa forma. O que não pode é fazer emenda errada, pra órgãos que não são sérios, alguma associação, agora emenda séria, os municípios dependem disso, e o dinheiro não da pra todos, por isso fazemos essa divisão”, afirmou neste sábado (11).
Na manhã deste sábado, Hugo também enviou nota à imprensa na qual classifica a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), de “indevida intervenção judicial”.
A investigação
Segundo investigação da PF, Valdemar teria indicado ao menos 21 emendas parlamentares que totalizariam R$ 119 milhões — valor bloqueado pela decisão.
Para isso, por não ser parlamentar, o presidente do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar verbas públicas de forma oculta, por meio de registros fraudulentos.
Tais registros se baseavam na manipulação de documentos e sistemas orçamentários, colocando nomes de deputados reais. Dessa forma, as solicitações de emendas eram repassadas aos ministérios com um aspecto lícito.
A investigação teve origem na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025 para apurar possíveis fraudes na destinação de emendas e o descumprimento das regras de transparência e rastreabilidade fixadas pelo STF.
Segundo o inquérito, tais registros se baseavam na manipulação de documentos e sistemas orçamentários, colocando nomes de deputados reais. Dessa forma, as solicitações de emendas eram repassadas aos ministérios com um aspecto lícito.
“O encaminhamento direcionava essas emendas alocando, falsamente, deputados federais como ‘solicitantes’ das indicações, a fim de conferir ares de legalidade às indicações formalizadas conforme diretrizes de um não parlamentar”, menciona a decisão.
Dino determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresente em até dez dias documentos sobre as emendas parlamentares que seriam ligadas a Valdemar Costa Neto.





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