Mais utilizados no frio, descongestionantes nasais podem afetar a saúde do coração
75% das pessoas utilizam descongestionantes nasais e que 63% recorrem à automedicação.
Dr. Daniel Terrível, cardiologista, diretor social e gerente médico dos ambulatórios Trasmontano 
Com
a chegada das temperaturas mais baixas, aumentam os casos de rinite, alergias
respiratórias e resfriados. Na tentativa de aliviar rapidamente a congestão
nasal, muitas pessoas recorrem aos descongestionantes vendidos sem prescrição
médica, mas o que poucos sabem é que o uso frequente desses medicamentos pode
trazer consequências que vão além do sistema respiratório e pode afetar o
funcionamento do coração.
Dados
de um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Campos mostram que 75% das
pessoas utilizam descongestionantes nasais e que 63% recorrem à automedicação.
A pesquisa também identificou que 23% dos participantes apresentavam
dependência ativa desses produtos e entre eles, houve maior prevalência de
efeitos como hipertensão arterial e taquicardia.
O
Dr. Daniel Terrível, cardiologista, diretor social e gerente médico dos
ambulatórios Trasmontano, explica o mecanismo de ação desses medicamentos e os
riscos associados ao uso indiscriminado.
"Os descongestionantes nasais
promovem a contração dos vasos sanguíneos para reduzir o inchaço da mucosa e
facilitar a passagem do ar. No entanto, esse efeito não ocorre apenas no nariz.
Em pessoas com hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias ou fatores de
risco cardiovasculares, essas substâncias podem elevar a pressão arterial,
aumentar a frequência cardíaca e favorecer episódios de palpitação",
explica o especialista.
Para
quem enfrenta episódios recorrentes de obstrução nasal, a recomendação é
investigar a causa do sintoma em vez de recorrer continuamente aos
descongestionantes. Medidas como lavagem nasal com solução salina, hidratação
adequada, controle de fatores ambientais e tratamento específico para rinite
alérgica podem ajudar a aliviar o desconforto sem os riscos associados ao uso
prolongado desses medicamentos.
Nos
casos em que já existe dependência, a interrupção do uso deve ocorrer com
acompanhamento médico.
"Muitas pessoas mantêm um frasco na bolsa, no carro
ou ao lado da cama e passam a utilizar o produto automaticamente diante de
qualquer desconforto. Identificar esse comportamento e estabelecer um plano
para abandoná-lo é fundamental para reduzir a dependência e evitar a exposição
contínua aos efeitos sistêmicos da medicação", afirma Dr. Daniel Terrível.
“Embora
sejam eficazes para o alívio temporário da congestão nasal, os
descongestionantes não devem ser utilizados por períodos prolongados nem sem
orientação profissional. O uso consciente desses medicamentos é essencial para
preservar não apenas a saúde respiratória, mas também a cardiovascular,
especialmente entre pessoas com doenças cardíacas já diagnosticadas”, finaliza.
Sobre
o Grupo Trasmontano
Sobre
o Grupo Trasmontano Com 94 anos de história no setor da saúde, o Grupo
Trasmontano é um ecossistema completo composto pela operadora Trasmontano
Saúde, que protege mais de 140 mil vidas, e pela rede de serviços própria
IGESP, que conta com o Hospital Geral IGESP Paulista, o Hospital IGESP Santana
na capital, e o IGESP Litoral em Praia Grande, além dos Prontos Atendimentos em
Santos e Guarujá e unidades ambulatoriais distribuídas por São Paulo, ABC e
litoral paulista. O Grupo possui ainda a FASIG (Faculdade de Ciências da Saúde
IGESP), voltada para a formação qualificada de novos profissionais, e o IMD
Medicina Diagnóstica, rede laboratorial de referência e alta tecnologia. Para
outras informações, acesse: www.trasmontano.com.br.





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