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Belo Horizonte,11/07/2026

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Pesca da Noruega pode acabar com turismo de baleias no Brasil; veja conexão

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Pesca da Noruega pode acabar com turismo de baleias no Brasil; veja conexão
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A Noruega é responsável por mais de 60% de todo o krill pescado na Antártica. O animal é uma espécie de ‘mini-camarão’ é faz parte da alimentação das baleias que migram do continente gelado para o Brasil, durante a temporada de acasalamento do cetáceo (entre junho e novembro).


Uma pesquisa da campanha ‘Our Antarctica’ revela que 53% dos noruegueses nunca ouviram falar de krill ou apenas conhecem o nome, cerca de 81% dos cidadãos do país nórdico admitem não ter familiaridade com a pesca comercial praticada na Antártica. 


Desde 2020, a pesca industrial do krill cresceu quase 140%, impulsionada pela demanda global por rações de aquicultura, comida para animais de estimação e suplementos de ômega-3.




Baleia-franca nascida no Brasil
• Foto: Divulgação da Petrobras



















Segundo os autores da pesquisa, quando confrontados com os fatos sobre a importância do krill e o papel da Noruega, o sentimento dos cidadãos muda drasticamente: 53% declaram-se preocupados com o envolvimento do país nessa exploração.


Reunião entre países


O debate anual entre os países signatários do Tratado Antártico, acontece em outubro de 2026, a reunião lida com o CCAMLR (Convenção para Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos). A expectativa é que as ações da pesca predatória do krill sejam debatidas e novas convenções, como a ampliação do espaço que proíbe exploração comercial seja aumentado.


LEIA TAMBÉM: Como um ‘mini-camarão’ se tornou ponto chave para o futuro da Antártica


A Noruega é conhecida pela liderança ambiental, mas segundo especialistas, a pesca do krill é um problema a se enfrentar.


Na última reunião do CCAMLR, em outubro de 2025, a CNN Brasil, conversou com uma fonte do governo brasileiro, de maneira sigilosa, que confirmou preocupação nacional com o tipo de pesca predatória irregular e pretende acompanhar as demarcações comprovadas pela ciência.”O Brasil apoia a criação da Área Marinha Protegida e se preocupa com a concentração espacial da captura do krill, mas não se opõe ao aumento do limite da captura do animal, desde que a sustentabilidade dessa atividade esteja cientificamente respaldada e desde que haja mecanismos consistentes de monitoramento e proteção ambiental instituídos”, revela a fonte.


O grupo enviou uma carta ao presidente Lula (PT), durante a Assembleia da ONU e foi revelada em primeira mão pela CNN Brasil, pedindo ação direta do líder brasileiro na contenção da pesca marítima predatória na região da Antártica.




Manto de gelo na Antártica
• Foto: Alessandro Dahan/Getty Images

Krill


A pesca predatória do animal que mede cerca de um centímetro é base da alimentação das baleias, por isso pode impactar diretamente o turismo brasileiro. As baleias nadam da Antártica até a costa brasileira, para se abrigar em águas mais quentes e poderem se reproduzir.


Com a falta do alimento, os cetáceos não podem nadar os quase 4 mil km para chegar até o litoral do Brasil. O Setor de turismo de baleias no Brasil pode gerar até R$ 140 milhões de reais por ano.


Campanha de Hollywood


A campanha ‘Our Antartica’ foi lançada em evento da ONU, em junho de 2025, quando uniu grupo de líderes oceânicos, cientistas e figuras públicas. A articulação internacional inclui nomes como o ator Benedict Cumberbatch e a principal oceanógrafa do mundo, Sylvia Earle.


O relatório elaborado pela campanha foi endossado por mais de 70 líderes oceânicos, segundo a organização. O estudo alerta para os impactos devastadores da pesca industrial de krill, que ameaça a sobrevivência da vida selvagem antártica, incluindo as baleias que migram para as águas da América Latina, das Ilhas do Pacífico e de países africanos.




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