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Belo Horizonte,25/06/2026

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Alianças diferentes ganham espaço entre os noivos e refletem nova visão sobre casamento

Assessoria de Imprensa
Alianças diferentes ganham espaço entre os noivos e refletem nova visão sobre casamento Giselly Assis, da Make a Wish Jewel (crédito: Ana Pimentel)
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Especialista em
gemologia e joalheria explica nova tendência que valoriza a individualidade
dentro da relação e cenário atual do mercado de casamentos e joias sob a ótica
da personalização.

 

Foto: Arquivo Pessoal

As alianças idênticas, durante décadas consideradas um símbolo quase
obrigatório do casamento, começam a dividir espaço com uma nova tendência: a
escolha de modelos diferentes para cada pessoa do casal. A mudança acompanha
uma transformação mais ampla no comportamento dos consumidores, que buscam
experiências e símbolos mais personalizados. Esse movimento é percebido
especialmente entre os casais da Geração Z que, segundo o Relatório de
Tendências de Casamento de 2026 do Pinterest, têm priorizado escolhas capazes
de refletir sua identidade e tornar a celebração mais pessoal e significativa.

A valorização da individualidade também tem aparecido no universo das
celebridades. Recentemente, o anel de noivado de Dua Lipa chamou atenção ao
reforçar a preferência por joias com identidade própria e design personalizado,
movimento que tem influenciado casais a enxergarem as joias de compromisso de
forma mais autoral. A aliança trocada na cerimônia de casamento entre Dua Lipa
e o noivo, Callum Turner, também é de modelos diferentes, cada uma apresentando
uma espessura e particularidades.

Para a gemóloga e joalheira profissional Giselly Assis, fundadora da
Make a Wish Jewel, a mudança reflete uma nova forma de enxergar os
relacionamentos.

“Hoje existe uma compreensão maior de que união não significa
necessariamente abrir mão da individualidade. Muitos casais querem que as
alianças contem uma história em comum, mas também reflitam quem é cada um”,
afirma.

Segundo Giselly Assis, a procura por alianças personalizadas, que não
necessariamente sejam iguais, já faz parte da realidade dos casais que a
procuram para a criação deste símbolo do casamento. Em muitos casos, é comum
que se mantenha algum elemento de conexão entre as peças, como o mesmo material
ou um detalhe específico do design, mas adaptando largura, acabamento, textura
e outros aspectos para refletir preferências individuais.

Casais buscam representar a união sem abrir mão da identidade

A especialista observa que a tendência é especialmente forte entre
consumidores mais jovens, que costumam valorizar autenticidade e personalização
em diferentes aspectos da vida. Para esses casais, a aliança continua sendo um
símbolo de compromisso, mas não precisa ser uma cópia exata da peça usada pelo
parceiro.

“Muitas vezes um dos noivos prefere uma joia mais discreta, enquanto o
outro gosta de modelos mais marcantes ou com pedras. Antigamente era comum que
alguém abrisse mão da própria preferência para que as alianças fossem iguais.
Hoje vemos uma preocupação maior em encontrar soluções que representem os
dois”, explica a gemóloga.

Mesmo fora da geração Z, há casais que já fazem escolhas menos
padronizadas há alguns anos. É o caso de Leandro Peixoto Seibert e Paula de
Paula, ambos de 41 anos, casados há cinco anos. Na época do casamento, eles
optaram por alianças diferentes depois de meses procurando um modelo que
agradasse aos dois e funcionasse bem nas duas mãos.

“Como é uma peça que a gente vai usar praticamente todos os dias pela
vida inteira, precisava ser algo que nos deixasse felizes e confortáveis, até
pela anatomia diferente das mãos. Depois de muita procura, entendemos que o
melhor era cada um ter um modelo que fizesse sentido para si, mas que
conversasse com o outro pelo material e pela proposta”, relata Paula, que
escolheu um modelo mais fino, com uma pedra cravejada, além de um aparador
também com pedrinhas cravejadas, enquanto Leandro optou por uma aliança mais
grossa.
“A gente se sente muito bem com essa escolha e, no fim das contas,
ninguém nem repara que usamos alianças diferentes. Para nós, o mais importante
é estarmos casados, não se as alianças são iguais ou não”, conta Paula.

Alianças diferentes,
refletindo os gostos e personalidades do casal Leandro e Paula (Crédito:
divulgação)

Segundo a gemóloga, essa busca por identidade ganha ainda mais
significado quando os próprios noivos participam da criação das alianças. Na
experiência oferecida pela Make a Wish Jewel, os casais acompanham e executam
etapas da confecção das peças, transformando a joia em uma lembrança construída
a quatro mãos.

“Quando cada pessoa pode adaptar detalhes do modelo e participar
do processo de produção, a aliança passa a representar não apenas a união, mas
também a individualidade de quem a utiliza”, explica.

Personalização se torna protagonista no mercado de casamentos

A tendência também acompanha um movimento mais amplo de personalização
que vem transformando o mercado de casamentos. A mesma busca por autenticidade
que influencia escolhas como decoração, cerimônia e vestuário passou a impactar
a forma como os casais escolhem suas joias.

Outro comportamento que vem acompanhando essa tendência é a reutilização
de ouro de família na confecção das alianças. Segundo a joalheira, muitos
casais desejam incorporar à nova joia materiais que já fazem parte da história
familiar, seja por meio de uma aliança antiga, um anel herdado ou outras peças
guardadas ao longo de gerações. A prática permite criar alianças únicas,
carregadas de memória afetiva e significado pessoal.

“Os casais querem participar mais das escolhas e entender o significado
por trás de cada detalhe. Eles não estão apenas comprando uma joia qualquer. O
que se busca hoje é uma joia que faça sentido para a própria história.”, afirma
Giselly.

A especialista acredita que a nova tendência das alianças diferentes não
representa o abandono das tradições, mas uma atualização de seu significado.
“Existe uma mudança interessante acontecendo. Antes, a prioridade era mostrar
que o casal era igual e que se tornavam apenas um após o casamento. Hoje,
muitos querem mostrar que são pessoas diferentes, mas que escolheram caminhar
juntas. As alianças acabam refletindo exatamente essa nova forma de enxergar o
relacionamento”, conclui.

 

Casal Erika e Roan produzindo
aliança de casamento diferente na Make a Wish Jewel (Crédito: Junior Ramos)

 

Sobre Giselly Assis

Giselly Assis é gemóloga, joalheira profissional e fundadora da Make a
Wish Jewel. Bacharel em Gemologia pela Universidade Federal do Espírito Santo,
possui a titulação AJP — Accredited Jewelry Professional — pelo Gemological
Institute of America, o GIA, uma das instituições mais reconhecidas do setor
joalheiro no mundo. Tem 10 anos de experiência em Gemologia e seis anos de
atuação no segmento de alta joalheria, com especialidade em identificação,
certificação e avaliação de gemas e joias. Também possui expertise na avaliação
de esmeraldas brasileiras e já ministrou workshops e treinamentos para
profissionais do setor joalheiro.

 

Sobre a Make a Wish Jewel

Fundada em junho de 2025, a Make a Wish Jewel é uma marca capixaba de
joias personalizadas em ouro, criada por Giselly Assis. A marca propõe uma
experiência imersiva para casais que desejam participar da criação das próprias
alianças, anéis de noivado ou joias afetivas. Com atendimento individual,
registro fotográfico profissional e certificado de autenticidade, a Make a Wish
Jewel une joalheria, gemologia, personalização, memória afetiva e consumo
consciente.





































































 




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