Genialtec projeta crescer 32% em 2026 impulsionada pela expansão do autoatendimento no Brasil

O autoatendimento deixou de ser exceção e virou regra entre os consumidores. Hoje, sete em cada dez brasileiros já preferem finalizar suas compras pelo autoatendimento, segundo pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). No varejo alimentar, a tecnologia já está presente em 77,2% das redes, de acordo com o Ranking ABRAS 2026. E o movimento tende a se acentuar: o mercado global de self-checkout deve crescer 11% ao ano até 2027, quando deve alcançar US$ 6,5 bilhões, aponta o relatório Self-Checkout System Market Report, da Global Market Insight.
Padarias, cafeterias, supermercados, academias, clínicas e cartórios já operam com totens, movimento acelerado pela escassez de mão de obra e pela pressão por produtividade. Nesse cenário, a Genialtec, uma das primeiras empresas a fabricar terminais de autoatendimento no país, projeta crescer 32% em 2026.
A companhia chega a 2026 com um histórico de 18 anos, mais de 20 mil soluções implementadas e mais de 17 mil clientes atendidos em todo o território nacional. Ao longo de quase duas décadas, atendeu setores como alimentação, varejo, saúde, serviços públicos e fitness, com cases em marcas líderes de segmentos como bebidas, mineração, alimentos, varejo esportivo, telecomunicações, eletrodomésticos, esporte e serviços financeiros.
"Quando a gente começou, em 2008, o mercado ainda nem sabia que precisava de autoatendimento, e os próprios sistemas não estavam prontos para isso. Tivemos que crescer junto com o setor, provar que funcionava. Hoje, depois de 18 anos e mais de 20 mil soluções entregues, a Genialtec não é mais só quem fabrica a máquina: é quem entende o problema do cliente de ponta a ponta", afirma Carlos Alberto Machado de Souza, CEO da Genialtec.
Um ecossistema que vai além do equipamento
O crescimento levou a empresa a estruturar um grupo com quatro frentes complementares. A Genialtec responde pelo hardware nacional, com a linha de terminais GT, fabricados no Brasil em diferentes formatos, de balcão, de piso e de parede, conforme a necessidade de cada cliente. A iDeploy, empresa de software do grupo, desenvolve as integrações que conectam o autoatendimento aos sistemas que cada cliente já utiliza, resolvendo justamente o gargalo que travava o mercado no início. A Easy Filas cuida da gestão de senhas e filas, solução completa para ambientes como laboratórios, clínicas e cartórios. E a Genialfit é uma linha de equipamentos dedicada ao mercado de academias, hoje presente em mais de 700 unidades.
"O totem, sozinho, é só uma caixa. O que faz ele virar uma operação que reduz fila e melhora a experiência do cliente é a tecnologia por trás. Por isso passamos a oferecer não só o equipamento, mas a solução completa: o hardware fabricado aqui, o software que conversa com o sistema do cliente e o suporte de quem está nesse mercado desde o começo", explica o executivo.
Fitness como ponta de lança e expansão para fora do país
A vertical fitness é a aposta estratégica da empresa para os próximos anos. Por meio da Genialfit, a Genialtec desenvolve soluções que vão da impressão de treinos ao check-in autônomo e à matrícula completa feita pelo próprio aluno no totem, com a informação integrada em tempo real ao sistema de gestão que a academia já usa. A meta é alcançar 45% das academias em funcionamento no Brasil até o final de 2028. O modelo, segundo a companhia, é replicável para outros setores em que já tem presença consolidada, como saúde e serviços públicos.
A expansão também olha para fora do Brasil. A empresa já exportou equipamentos para o México e planeja atuar na América Latina como um todo, com previsão de chegar a oito países até 2029.
Da venda à locação: a virada no modelo de negócio
Outro movimento central da estratégia é a migração para o modelo de locação, em linha com a tendência de Hardware as a Service. Em vez de comprar o equipamento, o cliente passa a pagar pelo uso, com receita recorrente para a Genialtec e preservação de caixa para empresas de pequeno e médio porte. Hoje a companhia atua nos dois formatos, e a locação deve chegar a 60% da operação até 2029.
Tecnologia diante da escassez de mão de obra
O avanço do autoatendimento ganhou novo fôlego com a dificuldade das empresas em repor mão de obra e com o debate sobre produtividade e jornada de trabalho. Para a Genialtec, o tema deve ser lido pela ótica da complementaridade, e não da substituição.
"O autoatendimento entra como resposta à falta de gente e à pressão por produtividade. Ele não tira o atendimento humano de cena: tira a pessoa da função repetitiva e a coloca onde ela faz diferença, no atendimento consultivo, na resolução de problemas. A empresa ganha eficiência sem perder o toque humano", avalia Carlos Alberto Machado de Souza.
Com a marca histórica de 18 anos, a Genialtec quer agora deixar a posição de fornecedora reconhecida apenas pelo equipamento instalado para se firmar como referência no assunto. "A gente sempre foi forte na entrega e discreto no mercado. Esse é o momento de virar essa chave: queremos ser lembrados como a autoridade brasileira em autoatendimento, não pelo menor preço, mas pelo maior conhecimento do setor", conclui o CEO.





COMENTÁRIOS