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Belo Horizonte,24/06/2026

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Pausas de movimento de cinco minutos por hora podem reduzir a fadiga e melhorar o humor sem prejudicar o trabalho

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Pausas de movimento de cinco minutos por hora podem reduzir a fadiga e melhorar o humor sem prejudicar o trabalho
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Fazer pausas de apenas cinco minutos a cada hora para se movimentar parece oferecer o melhor equilíbrio entre viabilidade e eficácia para mitigar os riscos à saúde associados a longos períodos sentado. A conclusão é de um estudo de grande porte realizado em condições reais e publicado recentemente na revista científica British Journal of Sports Medicine.
Os resultados indicam que esses breves intervalos melhoram o humor e reduzem a fadiga sem prejudicar o desempenho no trabalho, levando os pesquisadores a sugerir que essa abordagem tem potencial para servir de estratégia de saúde pública e ser incluída nas diretrizes de atividade física.
Em média, adultos de países de alta renda permanecem sedentários de 11 a 12 horas por dia — um nível de inatividade que surgiu como uma preocupação significativa de saúde pública, associado a riscos elevados de diversas doenças crônicas e de morte, observam os pesquisadores. Estudos laboratoriais sugerem que breves pausas para movimentação são uma opção promissora para compensar os malefícios à saúde decorrentes de longos períodos sentado. No entanto, não está claro se essa prática é viável no mundo real ou qual seria a frequência ideal.
Para investigar essa questão, os pesquisadores analisaram dados de 19.342 adultos que participaram do desafio interativo "Body Electric Challenge", organizado pela National Public Radio (NPR), nos EUA. Os participantes abrangiam uma ampla variedade de idades, ocupações e ambientes de trabalho.
Cerca de 60% (11.484) dos participantes fizeram pausas de 5 minutos para caminhar, seguindo uma frequência escolhida por eles mesmos: a cada 30 (32%), 60 (47%) ou 120 minutos (21%). Essa prática foi mantida por 14 dias consecutivos, precedidos por sete dias de rotina habitual.
A maioria dos participantes recebeu um questionário diário por e-mail às 20h, ao longo de 21 dias, para avaliar mudanças na fadiga, no humor e no desempenho no trabalho. Contudo, uma amostra aleatória de 1.200 funcionários em tempo integral recebeu cinco questionários diários via SMS — às 9h, 12h, 15h, 18h e 21h — para avaliar o impacto imediato das pausas para movimentação.
A análise dos resultados da pesquisa mostrou que todas as três frequências de pausas foram classificadas como viáveis, aceitáveis ​​e adequadas, obtendo pontuações acima de 3 e indicando potencial de implementação. A viabilidade foi maior nas frequências de pausas mais baixas, enquanto a aceitabilidade e a adequação foram elevadas em todas as três.
A fadiga e o humor deprimido relatados diminuíram, enquanto o bom humor aumentou significativamente em todas as três frequências de pausas, com as melhorias apresentando um padrão de dose-resposta. As frequências de pausas de 30 e 60 minutos superaram os limiares de diferença minimamente importante (MID) - que representam a menor mudança que participantes percebem como genuinamente benéfica ou prejudicial - para fadiga e bom humor, enquanto apenas a frequência de pausas de 30 minutos superou esse limiar para humor deprimido.
As pausas para movimentação a cada hora ofereceram o melhor equilíbrio entre viabilidade e eficácia. Embora a frequência de 120 minutos tenha apresentado o maior potencial de implementação, foi a menos eficaz; por outro lado, embora a frequência de 30 minutos tenha gerado as maiores melhorias na fadiga e no humor, obteve pontuações baixas em viabilidade e adesão, explicam os pesquisadores.
"O grupo de 60 minutos ofereceu o equilíbrio mais favorável, apresentando classificações de aceitabilidade e adequação comparáveis ​​às do grupo de 120 minutos e superando os limiares de MID para dois dos três desfechos psicossociais. Além disso, foi a dose mais escolhida, selecionada por quase metade de todos os participantes", escrevem eles.
Fazer pausas curtas não afetou o desempenho no trabalho, indicaram os resultados da pesquisa.
"Preocupações de que pausas para movimentação pudessem prejudicar a produtividade no trabalho foram documentadas como uma barreira percebida para a implementação ou adoção. No entanto, nossas descobertas contrariam essa percepção", afirmam os pesquisadores. "Embora nenhuma das doses de pausas para movimentação testadas tenha gerado melhorias no desempenho ou no engajamento percebidos no trabalho que superassem os limiares de MID, todas produziram mudanças pequenas, porém favoráveis, em média (4% a 7% para engajamento; 1% a 3% para desempenho)", acrescentam.
Os pesquisadores reconhecem várias limitações em suas descobertas: todos os desfechos foram avaliados subjetivamente, estando, portanto, sujeitos a imprecisões; os participantes eram, em sua maioria, mulheres brancas com alto nível de escolaridade, o que pode limitar a aplicabilidade mais ampla dos resultados; e a duração do estudo foi curta, dificultando determinar a sustentabilidade da abordagem a longo prazo.
Apesar dessas ressalvas, os pesquisadores concluem que o estudo demonstra que as pausas para movimentação são "viáveis ​​e eficazes, corroborando seu potencial como estratégia de saúde pública e fornecendo novas perspectivas sobre dosagens viáveis ​​e eficazes para implementação em condições reais — as quais podem ser integradas às diretrizes existentes e testadas em estudos futuros".
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