Chandon Brasil leva a viticultura regenerativa brasileira ao principal fórum mundial sobre solos vivos
Durante muito tempo, a conversa sobre grandes vinhos esteve concentrada em castas, terroirs e métodos de elaboração. Hoje, um novo protagonista ganha espaço entre produtores de referência: o solo. É justamente esse tema que coloca a Chandon Brasil entre os destaques do World Living Soils Forum 2026, encontro internacional realizado nos dias 3 e 4 de junho, em Arles, na França, reunindo cientistas, agricultores, empresas e lideranças globais dedicadas à regeneração ambiental.
Representando o Brasil no principal fórum mundial voltado aos solos vivos, a Chandon chega ao evento com números expressivos e projetos que mostram como a viticultura pode caminhar lado a lado com a conservação da natureza. A empresa mantém atualmente 121 hectares de vinhedos certificados pelo sistema PIUP (Produção Integrada de Uvas para Processamento) e preserva outros 100 hectares de vegetação nativa distribuídos entre áreas da Mata Atlântica e do Pampa gaúcho.

Mais do que uma coleção de boas práticas, o trabalho desenvolvido nos vinhedos de Garibaldi e Encruzilhada do Sul revela uma mudança de paradigma na produção agrícola. O cultivo é realizado sem herbicidas, o solo deixa de ser revolvido mecanicamente, a cobertura vegetal ocupa integralmente os vinhedos e o próprio bagaço das uvas retorna à terra por meio da compostagem. Na prática, trata-se de devolver vitalidade ao ambiente que sustenta a produção.
A preocupação também se estende à fauna e à flora. Em parceria com a EMBRAPA, a empresa participa do replantio de três mil palmeiras butiá, espécie ameaçada de extinção no Sul do Brasil. Soma-se a isso a preservação de 170 araucárias nativas e a manutenção de corredores biológicos que favorecem a circulação de aves e animais silvestres.
Entre as iniciativas mais curiosas está um projeto de apicultura que transformou os vinhedos em abrigo para 90 colmeias, incluindo seis espécies brasileiras de abelhas sem ferrão. Além de contribuírem para o equilíbrio ambiental, os polinizadores funcionam como importantes indicadores da qualidade dos ecossistemas onde vivem.

O compromisso ambiental também aparece dentro da operação industrial. Desde 2023, toda a iluminação da vinícola utiliza tecnologia LED. A eletricidade consumida é proveniente exclusivamente de fontes renováveis, painéis solares já fazem parte da estrutura produtiva em Encruzilhada do Sul e as garrafas passaram a ser fabricadas com menor peso e maior percentual de vidro reciclado. Outro dado chama atenção: a empresa não utiliza transporte aéreo para a expedição de seus produtos, reduzindo significativamente sua pegada de carbono.
A presença da Chandon Brasil no World Living Soils Forum reforça uma tendência cada vez mais forte no universo do vinho: produzir qualidade não significa apenas cuidar da videira, mas também do ambiente que a cerca. Em um setor tradicionalmente ligado à terra, a regeneração dos solos deixou de ser um tema de nicho para ocupar o centro das discussões sobre o futuro da agricultura. E, nesse cenário, o Brasil chega à mesa com exemplos concretos para compartilhar.
@chandon_brasil
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