Amarena Fabbri inspira bitter inédito em parceria com a Nib
Poucos ingredientes carregam uma assinatura tão reconhecível quanto a Amarena Fabbri. Guardada em seus tradicionais potes de cerâmica branca e azul, a cereja italiana atravessou mais de um século decorando taças de sorvete, sobremesas, cafés e alguns dos coquetéis mais emblemáticos do mundo. Criada em 1905 pela família Fabbri, em Bolonha, a receita se tornou um ícone da gastronomia italiana e uma presença quase obrigatória nos balcões de bares clássicos espalhados pelos cinco continentes. Agora, essa história ganha um novo capítulo com sotaque brasileiro.
A Nib Bebidas e a Fabbri 1905 anunciaram uma colaboração que une tradição europeia e criatividade nacional para lançar o primeiro bitter do mundo produzido com Amarena Fabbri original. A novidade nasce em um momento especialmente fértil para a coquetelaria brasileira, que vive uma fase de valorização de ingredientes, técnicas e produtos capazes de dialogar com os grandes mercados internacionais sem abrir mão da própria identidade.
O curioso é que a Amarena sempre esteve presente nos bares, mas quase sempre como coadjuvante. Entrava no copo para finalizar um Manhattan, decorar um Old Fashioned ou acrescentar uma nota adocicada a diferentes receitas. Desta vez, a lógica se inverte. A cereja deixa de ser detalhe para assumir o centro da cena. O resultado é um bitter que preserva suas características mais marcantes, equilibradas por um amargor elegante e pela incorporação de ingredientes brasileiros selecionados.
A construção da receita envolveu meses de trabalho entre Brasil e Itália. Equipes das duas empresas trocaram amostras, ajustaram formulações e buscaram um ponto de equilíbrio que respeitasse a memória afetiva ligada à Amarena sem abrir mão da versatilidade necessária para os balcões contemporâneos. A proposta é que o produto dialogue com clássicos como Negroni, Boulevardier, Manhattan e Fitzgerald, mas também encontre espaço em cafeterias, sobremesas, drinques de menor teor alcoólico e criações gastronômicas.

A escolha da Amarena não foi por acaso. Poucas marcas de alimentos conseguem atingir o status cultural alcançado pela Fabbri. Seus famosos potes decorados, inspirados em uma peça criada no início do século XX para a esposa do fundador Gennaro Fabbri, transformaram-se em objetos de coleção. Em muitos bares históricos da Europa, o recipiente é tão reconhecido quanto o próprio conteúdo. É uma raridade no universo gastronômico: uma embalagem que se tornou símbolo de uma marca e atravessou gerações praticamente sem alterações.
Para apresentar o lançamento, a Nib decidiu transformar o produto em uma experiência itinerante. Surge assim o “The New Classic Bitter Tour 2026”, projeto que percorrerá importantes eventos e capitais da América do Sul. O roteiro inclui passagens pela Fispal Food Service, Taste Festival e ProWine São Paulo, além de encontros em Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e Fortaleza. A agenda internacional terá parada em Lima, durante o Classe Maestra, um dos principais encontros de coquetelaria do continente.
A iniciativa reflete uma característica que ajudou a impulsionar a revolução da mixologia nas últimas duas décadas: a troca de conhecimento. Se antes o aprendizado acontecia principalmente dentro dos bares, hoje ele circula em festivais, encontros, feiras e masterclasses que aproximam profissionais e consumidores. Durante o tour, o público poderá participar de degustações técnicas, aulas sobre bitters e experiências práticas envolvendo gastronomia e pâtisserie.
O lançamento também revela a ambição da Nib para os próximos anos. A primeira edição terá apenas 500 garrafas, destinadas ao lançamento oficial. Logo depois, outras 3 mil unidades chegarão ao mercado. A empresa projeta faturamento próximo de R$ 3,5 milhões no primeiro ano completo do produto e pretende expandir sua presença para todos os estados brasileiros, além de alcançar pelo menos cinco países da América do Sul até 2027. Estados Unidos e Itália também aparecem no radar da marca.
O momento parece oportuno. Nunca se falou tanto em coquetelaria no Brasil. O consumidor passou a prestar atenção à procedência dos ingredientes, aos métodos de produção e às histórias por trás das garrafas. O reconhecimento recente da mixologia pelo Guia Michelin Rio de Janeiro & São Paulo, que passou a incluir uma categoria dedicada aos coquetéis, ajuda a ilustrar essa transformação.
@fabbri1905brasil
@nibbitter
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