Do café da manhã ao churrasco
Durante muito tempo, geleia era assunto quase exclusivo de mesa de café da manhã. Torrada, manteiga, talvez um pão quente no fim de semana. Mas bastou a gastronomia começar a misturar referências de brunch, churrasco, hamburgueria artesanal e tábuas de charcutaria para que o universo das geleias ganhasse outra função dentro da cozinha brasileira. É justamente nesse território mais híbrido que nasce a nova colaboração entre Queensberry e Ceratti, duas marcas bastante estabelecidas em seus segmentos que decidiram unir fruta e bacon em um mesmo pote.
O resultado da parceria é a Geleia Gourmet Queensberry de Maçã com Bacon Ceratti, lançamento que chega tentando capturar um comportamento cada vez mais comum no consumo contemporâneo: a busca por sabores que misturam doçura, gordura, acidez e defumação na mesma garfada. A combinação pode soar improvável para parte do público mais tradicional, mas dialoga diretamente com uma geração acostumada a colocar bacon em sobremesa, maple syrup sobre fritura e chutney ao lado da carne grelhada.
A base da receita parte da suavidade da maçã equilibrada pelo perfil mais intenso e defumado do bacon Ceratti. A ideia é justamente criar um produto suficientemente versátil para circular entre diferentes momentos do dia. Funciona sobre torradas no café da manhã, acompanha tábuas de frios, entra como complemento para carnes na churrasqueira e até aparece como cobertura de sobremesas em algumas sugestões apresentadas pelas marcas.
A movimentação também acompanha uma transformação importante no mercado de alimentos premium no Brasil. Nos últimos anos, categorias antes consideradas simples ou domésticas passaram a disputar espaço em versões gourmetizadas, impulsionadas por consumidores interessados em experiências mais elaboradas dentro de casa. É o caso das geleias artesanais, dos embutidos especiais, dos molhos fermentados e dos condimentos de perfil autoral, que cresceram embalados pela cultura do food service, pela influência das redes sociais e pela valorização do pequeno ritual gastronômico cotidiano.
Dentro desse cenário aparece também a tendência conhecida como “swalty”, termo usado para definir produtos que transitam entre o doce e o salgado sem tentar escolher um lado. A lógica se espalhou rapidamente por cardápios, padarias, hamburguerias e menus de sobremesa, principalmente porque cria sabores mais longos e menos previsíveis no paladar. O bacon, claro, virou um dos protagonistas desse movimento. Não apenas pelo apelo afetivo, mas porque carrega gordura, defumação e umami suficientes para transformar produtos originalmente doces em algo mais gastronômico.
@ceratti_oficial
@queensberry
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