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Belo Horizonte,17/04/2026

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Afinal, qual a dose segura?

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Afinal, qual a dose segura?
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Em tempos de busca crescente por saúde e bem-estar, especialistas nacionais e internacionais reuniram-se em São Paulo, no dia 26 de março para um ciclo de palestras sobre os efeitos do consumo de vinho. Realizado pela Câmara Setorial de Viticultura, Vinho e Derivados do Estado de São Paulo, o evento teve a presença de cardiologistas, viticultores e foi aberto ao público.


Impulsionada pela declaração da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que não há dose de álcool segura para a saúde, a busca por bebidas não alcoólicas vem aumentando e, em consequência, movimentando o mercado de vinhos. Os palestrantes apresentaram dados que comprovam os benefícios para a saúde do consumo moderado de vinho, especialmente quando associado a uma dieta e a um estilo de vida saudável. Reforçaram a importância do consumo consciente de bebidas alcoólicas, apresentando diferentes pesquisas que comprovam as benesses desse hábito que faz parte da história da humanidade.


Simpósio sobre vinho, saúde e estilo de vida / Foto: Flávia Maia


O cardiologista Jairo Monson, estudioso do assunto, demonstrou que, comparativamente a cerveja e aos destilados, o vinho tem um impacto muito mais satisfatório desde que consumido com moderação. Isso porque a cadeia mais complexa de componentes da bebida de Baco atenua a agressividade do álcool, muda a velocidade de absorção e neutraliza parte do dano celular. “Para a saúde cardiovascular, o vinho não é apenas um acompanhamento, mas um potencializador dos benefícios da dieta”, disse Monson.


Outro ponto alto do evento foi a participação de um dos maiores especialistas da dieta mediterrânea, Ramon Estruchi. Durante 30 minutos, ele apresentou os resultados das pesquisas que comanda na Espanha. Para ele, “o vinho é parte fundamental no êxito da dieta mediterrânea”, que é focada na prevenção de doenças cardiovasculares, inflamação e aumento da longevidade. A incidência de câncer, que parece ser o calcanhar de Aquiles, quando o assunto é vinho e saúde, depende das seguintes variáveis: da dose diária consumida, do tipo de bebida, do padrão de alimentação e do estilo de vida.


Simpósio sobre vinho, saúde e estilo de vida / Foto: Flávia Maia


Assim, restou provado que a quantidade moderada para mulheres é de 1 taça de 120 ml e de até 2 taças para homens, é melhor beber pouco todos os dias do que muito no final de semana, nunca se deve beber de estômago vazio, há que se dar preferência ao vinho tinto, evitar destilados e o mais importante de tudo: nunca beber para se embriagar.


Vale ressaltar que essas premissas se aplicam a pessoas saudáveis, ou seja, aquelas que não têm problemas de saúde, como hepatite, doenças cardíacas, problemas de alcoolismo, diabetes descontrolada. Com base nessas comprovações científicas, como a palavra mágica do consumo de vinho é Moderação, que bebamos nossos vinhos com consciência apreciando todos os prazeres e benefícios dessa bebida milenar tão especial.


Por Flávia Maia (@degustandocomflaviamaia)


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