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Belo Horizonte,16/04/2026

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Pizza di Casabona, entre o forno e o mar, tradição napolitana com olhar autoral

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Pizza di Casabona, entre o forno e o mar, tradição napolitana com olhar autoral
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Toda boa pizza começa antes da massa. Começa na memória, no gesto repetido, no tempo que se aprende a respeitar. Em Santos, a história da Pizza di Casabona nasce exatamente assim, longe de qualquer plano de negócio, dentro de um apartamento, quando fazer pizza era mais curiosidade do que profissão. No meio da pausa forçada da pandemia, o forno aceso virou rotina, e a rotina, aos poucos, virou linguagem.


Por trás dessa trajetória está Eduardo Casabona, que carrega no sobrenome um elo com a Itália, mas foi no contato direto com o país, em 2018, que a pizza ganhou contorno mais sério. Durante uma temporada por lá, trabalhou em pizzaria, aprendeu a ler a massa com as mãos, a entender fermentação como processo vivo e a aceitar que, na boa pizza, o tempo não se negocia. De volta ao Brasil, trouxe mais perguntas do que respostas, e foi justamente nesse espaço que o projeto começou a ganhar forma.


Única pizzaria do litoral paulista fica entre as 50 melhores da América Latina pelo terceiro ano consecutivo / Foto: divulgação


Há uma história recorrente entre os clientes mais antigos que ajuda a traduzir o início de tudo. As primeiras pizzas eram vendidas por mensagem, em quantidades limitadas, porque o forno doméstico simplesmente não dava conta de mais. Quem conseguia pedir, repetia. Quem ficava de fora, esperava. Sem estratégia, sem marketing, só boca a boca e massa bem feita. Foi essa demanda orgânica que empurrou o projeto para fora de casa e deu origem ao primeiro balcão, pequeno, direto, sem intermediários.


O balcão segue ali, como um fio que liga passado e presente. Não é apenas onde se come, é onde se conversa. Eduardo continua presente, muitas vezes explicando o ponto da massa, comentando a escolha de um tomate, falando de fermentação como quem fala de clima. Existe um prazer evidente em dividir processo, como se cada cliente pudesse sair dali levando um pouco mais do que a refeição.


No prato, essa história se traduz em precisão sem rigidez. A massa, de fermentação natural que pode chegar a 30 horas, aparece leve, com bordas altas e miolo delicado, sustentando coberturas que respeitam a tradição sem se limitar a ela. A farinha tipo 00 e os tomates vêm da Itália, enquanto ingredientes como a burrata chegam de produtores do interior paulista, numa construção que mistura origem e proximidade. A Margherita Verace é quase um manifesto de simplicidade bem executada, enquanto a Tartufo di Casabona abre caminho para um lado mais inventivo, com cogumelos, stracciatella, damasco e trufa negra convivendo em equilíbrio.


Pizza di Casabona / Foto: divulgação


Há também as oficinas, que nasceram de um pedido simples e insistente dos clientes. Queriam entender como aquela massa acontecia. A resposta foi abrir a cozinha, mostrar o processo, dividir técnica sem mistério. Com o tempo, vieram colaborações, noites temáticas, pequenas expansões que não descaracterizam o que está no centro, que é a pizza como ponto de encontro.


No fim, o que acontece ali não é só sobre o que sai do forno. É sobre um ritmo diferente, quase estrangeiro para a pressa das cidades. Uma pizza que carrega história, curiosidade e, sobretudo, tempo. E talvez seja justamente isso que faça sentido, especialmente à beira do mar.


Pizza di Casabona

Rua Machado de Assis, 268, Boqueirão, Santos

Domingos, quartas e quintas das 18h às 22h30

Sextas e sábados das 18h às 23h


@pizzadicasabona


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