Terrazas de los Andes avança na interpretação do terroir de altitude
Tem vinho que sobe a montanha e tem vinho que entende a montanha, e a Terrazas de los Andes está nesse segundo momento, depois de décadas desbravando altitude em Mendoza, a casa agora trabalha com outra ambição, traduzir a altitude com mais precisão, trocando o discurso amplo por uma leitura mais afinada de cada lugar.
Fundada nos anos 1990 com a proposta de mapear diferentes níveis de altitude na Cordilheira, a vinícola foi uma das primeiras a estruturar um trabalho sistemático de vinhos de montanha na Argentina. A ideia era simples na teoria e complexa na prática: identificar como cada faixa altimétrica impacta maturação, acidez e expressão aromática. Ao longo do tempo, esse estudo se transformou em identidade. Vieram os vinhedos em Las Compuertas, depois Vale de Uco, Gualtallary, Altamira, sempre com o mesmo princípio, altitude não como efeito, mas como ferramenta.
As novas safras chegam afinadas, sobretudo na linha Parcel, apresentada em kit com três rótulos que permitem percorrer diferentes recortes de Mendoza em paralelo. Los Cerezos, Licán e Los Castaños não são apenas Malbecs de origem, mas interpretações distintas de território. Las Compuertas, Los Chacayes e Altamira aparecem com identidade própria, sem maquiagem. O Extremo Malbec, em sua segunda edição, já está no mercado com a safra 2022, segue como um dos rótulos mais sólidos da casa e marcará presença no ranking de maio, ao lado de outros Malbecs, na edição impressa de Prazeres da Mesa.
O branco muda o ritmo. O Gran Chardonnay 2023, que chega no segundo semestre, abre com elegância e tensão, quase como quem limpa o paladar para o que vem depois. Não é coadjuvante, é sinal de uma casa que já não depende só do tinto para se afirmar.
Com vinhedos entre 1.000 e 1.650 metros, a Terrazas ajudou a construir a ideia de vinho de altitude na Argentina. Hoje, sob o comando de Lucas Löwi, a casa entra em uma fase mais madura, em que sustentabilidade, precisão e identidade caminham juntas. “Cremos que em maior altitude podemos fazer mais frescos e mais verticais”, resume o executivo, que lidera essa nova leitura e reforça a presença da marca no Brasil com um diálogo cada vez mais direto com o mercado.
@terrazas_andes
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