Análise: Trump vai ordenar uma incursão terrestre no Irã?
A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã tem gerado preocupações sobre a possibilidade de uma invasão terrestre americana em território iraniano.
Durante o programa Fora da Ordem, especialistas discutiram os cenários possíveis deste conflito que, segundo eles, está longe de acabar.
O professor de Relações Internacionais da UFF, Vitelio Brustolin, avaliou que, apesar das dificuldades geográficas por conta do Irã ser um país montanhoso, uma invasão em territórios pontuais seria possível.
“É possível que haja uma incursão terrestre a algumas ilhas. A ilha de Qeshm, por exemplo, onde controla boa parte do tráfego do estreito, a ilha de Abu Musa, Larak, e possivelmente Kharg”, explicou o especialista.
Movimentação militar americana na região
Brustolin destacou que os Estados Unidos já enviaram recursos militares significativos para a região: “Os Estados Unidos acabaram de enviar duas embarcações anfíbias, o USS Tripoli e o USS Boxer, cada uma com 2.500 fusiladores navais, mais a 82ª divisão de paraquedistas com 3.000 paraquedistas para a região”. Esta movimentação sugere preparativos para possíveis operações terrestres limitadas.
A ilha de Kharg foi mencionada como um possível alvo estratégico, pois abriga infraestrutura vital para a exportação de petróleo iraniano. Segundo o professor, “a ilha de Kharg seria uma forma de pressionar o Irã a não atacar, porque se atacar vai destruir também a infraestrutura daquele local que é muito valiosa para o Irã”.
Impacto na popularidade de Trump
O conflito tem causado impacto negativo na popularidade do presidente Donald Trump. Segundo dados mencionados durante o programa, uma pesquisa da Reuters Ipsos mostrou a aprovação dele em apenas 36%, o índice mais baixo deste segundo mandato.
A guerra tem sido especialmente impopular entre os apoiadores do movimento MAGA (Make America Great Again), base eleitoral de Trump, que se opõem a guerras prolongadas e ao envio de tropas americanas para conflitos externos.
Esta situação representa uma contradição com promessas feitas por Trump durante sua campanha eleitoral, quando se comprometeu a não enviar soldados americanos para “morrer nas guerras dos outros”.
Enquanto em Israel a guerra tem apoio de 80% a 90% da população, nos Estados Unidos apenas um quarto dos cidadãos apoia o conflito, gerando pressão interna sobre o governo Trump em um ano de renovação de um terço do Senado e de toda a Câmara dos Deputados.
Entenda a importância da Ilha de Kharg, polo petrolífero do Irã
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