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Belo Horizonte,04/04/2026

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Entenda por que reabertura de Ormuz é tão importante para Donald Trump

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Entenda por que reabertura de Ormuz é tão importante para Donald Trump
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O professor de Relações Internacionais da UFF, Vitelio Brustolin, destacou durante entrevista ao Agora CNN deste sábado (4), a importância estratégica da reabertura do Estreito de Ormuz para os interesses dos Estados Unidos e, particularmente, para o presidente Donald Trump.


Segundo o especialista, Trump não pode encerrar o atual conflito sem garantir a reabertura do estreito, uma vez que sua primeira viagem internacional neste mandato foi justamente para países da região do Golfo. “Ele foi para a Arábia Saudita, para os Emirados Árabes Unidos, para o Catar, e conseguiu uma garantia de que esses países investirão nos próximos 10 anos mais de 3 trilhões de dólares nos Estados Unidos”, explicou Brustolin.




O professor ressaltou que esses investimentos foram negociados em troca de segurança. “Ter um aliado, que é a maior potência militar do mundo, saindo dessa guerra sem reabrir o Estreito de Hormuz, que é o principal interesse desses países, é inviável”, afirmou.


Brustolin explicou que o estreito é vital para o escoamento da produção de petróleo desses países, embora a Arábia Saudita ainda consiga vender parte de sua produção via Mar Vermelho, que também enfrenta ameaças de fechamento pelos houthis.


Ultimato e ameaças contra o Irã


O especialista mencionou que Trump deu um novo ultimato ao Irã para negociar ou se render e reabrir o Estreito de Hormuz, período que está se esgotando nas próximas 48 horas. Como parte dessa pressão, o especialista apontou que Trump ameaça atacar a infraestrutura civil iraniana, incluindo “a produção de energia elétrica, pontes que já estão sendo alvejadas, inclusive usinas de dessalinização da água, que são usadas para tornar a água potável para a população”.


Além disso, Trump também ameaça atacar a infraestrutura de petróleo e gás do Irã, incluindo a ilha de Kharg, que concentra 90% das exportações do país. “Se isso acontecer, a economia do Irã vai ser lançada para trás por anos e dificilmente o Irã vai conseguir se reerguer economicamente nos próximos anos”, avaliou o professor.


No entanto, Brustolin alertou que mesmo esses ataques podem não ser suficientes para reabrir o estreito, já que o Irã mantém o bloqueio com “armas mais simples, como minas navais e até drones”, em comparação com o arsenal dos Estados Unidos e Israel. Essa situação coloca Trump diante de um desafio complexo para cumprir seus compromissos com os aliados do Golfo.



Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.




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