Familiares de Soleimani correm risco de serem deportadas dos EUA, diz Rubio
O Departamento de Estados dos Estados Unidos anunciou neste sábado (4) que a sobrinha e a sobrinha-neta de Qasem Soleimani, comandante de alta patente da Guarda Revolucionária Islâmica falecido em 2020, correm o risco de serem deportadas do país.
“Enquanto vivia nos Estados Unidos, (Hamideh Soleimani Afshar) promoveu propaganda do regime iraniano, celebrou ataques contra soldados e instalações militares americanas no Oriente Médio, elogiou o novo Líder Supremo do Irã, denunciou os Estados Unidos como o ‘Grande Satã’ e expressou seu apoio inabalável à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, uma organização terrorista designada”, afirmou o Departamento de Estado em um comunicado, acrescentando que Afshar estava morando com sua filha em Los Angeles.
Em uma publicação separada no X, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que tanto Afshar quanto sua filha possuíam vistos de residência permanente (green cards) americanos, os quais ele já havia revogado.
“O governo Trump não permitirá que nosso país se torne um lar para estrangeiros que apoiam regimes terroristas anti-americanos”, disse Rubio na publicação.
Um dos homens mais poderosos do Irã, Soleimani era chefe da Força Quds da Guarda Revolucionária, uma unidade de elite que gere as operações do Irã no exterior – e considerada uma organização terrorista estrangeira pelos EUA.
Tendo iniciado a carreira militar na linha da frente do conflito entre Irã e Iraque durante o início da década de 1980, Soleimani ganhou destaque para se tornar uma figura indispensável no Irã, desempenhando um papel fundamental na difusão da influência do país no Oriente Médio.
Na época da morte, o Pentágono afirmou que Soleimani e as suas tropas foram “responsáveis pela morte de centenas de militares americanos e da coligação e pelo ferimento de milhares de outros”.
O que é a Guarda Revolucionária do Irã, designada como terrorista pela UE?





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