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Belo Horizonte,04/04/2026

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Esta garçonete já serviu mais de 270 mil refeições a pessoas em situação de rua

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Esta garçonete já serviu mais de 270 mil refeições a pessoas em situação de rua
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Uma garçonete da Flórida, nos Estados Unidos, já serviu mais de 270 mil refeições a pessoas em situação de rua com a ajuda do marido e dos dois filhos. Gloria Vargas, imigrante de Barbados, coordena a iniciativa desde 2012, principalmente a partir de sua própria casa. O projeto começou de forma modesta e cresceu gradualmente ao longo dos anos. As informações são do Good News Network.
“Comecei comprando um pouco de espaguete e carne moída e preparei cerca de 40 refeições”, contou a mulher, hoje com 62 anos. “Na semana seguinte, passei para 60, depois 80. Quando percebi, já estava fazendo 200 refeições todos os fins de semana.”
Com o salário que recebe como garçonete, Vargas passou a comprar grandes quantidades de frango, peixe, produtos frescos, arroz, pão e água engarrafada, o suficiente para alimentar entre 175 e 200 pessoas.
Os filhos da voluntária escrevem mensagens de incentivo nas tampas das embalagens de isopor das refeições, como “Deus te ama” ou trechos de passagens bíblicas.
Na marmita, com mensagem bíblica, está escrito (em tradução livre): "Lance o seu fardo sobre o Senhor, e Ele o sustentará; Ele jamais permitirá que o justo seja abalado"
Divulgação
Durante a pandemia de covid-19, enquanto diversas organizações interromperam suas atividades, Vargas ampliou o alcance da iniciativa e chegou a distribuir até 600 refeições. As entregas passaram a atender comunidades nas cidades de Fort Lauderdale e Miami. Com uma doação inicial da Fundação Byers, Gloria formalizou o projeto e criou a organização sem fins lucrativos Care in Action USA.
Atualmente, a entidade funciona diariamente e prepara cerca de 120 cafés da manhã e 125 jantares, distribuídos em menos de 40 minutos às pessoas que aguardam na fila.
Segundo Vargas, o trabalho do Care in Action USA vai além da distribuição de alimentos. A família também auxilia pessoas em situação de vulnerabilidade com pagamento de aluguel, contas de serviços públicos, hospedagem em hotéis, passes de ônibus e doação de roupas.
O marido de Vargas, Antonio, trabalha como mecânico e também contribui com a iniciativa. Ele realiza reparos gratuitos em veículos e ajuda pessoas em situação de rua oferecendo transporte para entrevistas de emprego e consultas médicas.
“Meu marido poderia ganhar muito mais dinheiro fazendo o trabalho que faz, mas prefere usar seu tempo para levar pessoas sem-teto a consultas médicas”, disse Vargas.
Com a ajuda de doações e de voluntários, o casal afirma ter aberto inclusive uma casa de transição, que já acolheu oito homens. Os moradores pagam entre US$ 300 e US$ 400 de aluguel, desde que estejam empregados.
“Com o apoio de amigos, voluntários, líderes religiosos e organizações parceiras que cuidam dos mais necessitados, estamos fazendo a diferença, uma pessoa de cada vez”, afirmou Vargas.




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