Mulheres receberão remédio contra ondas de calor na menopausa pelo sistema público no Reino Unido

A notícia é duplamente importante. Primeiro porque se trata de mais uma opção para o tratamento dos sintomas da menopausa, sinalizando que a indústria farmacêutica está, finalmente, colocando a saúde e o bem-estar da mulher madura em foco. Segundo porque mostra que o tema está sendo tratado como política pública — mesmo que, por enquanto, no Reino Unido.
Mais de 500 mil mulheres na Inglaterra passarão a receber, pelo sistema público de saúde, o Veoza, medicamento cujo princípio ativo é o fezolinetant. Ele é um tratamento não hormonal que atua bloqueando vias nervosas no cérebro responsáveis por desencadear os chamados sintomas vasomotores, como ondas repentinas de calor e sudorese noturna.
A decisão foi aprovada pelo National Institute for Health and Care Excellence (NICE), órgão responsável por avaliar a eficácia e o custo-benefício de tratamentos no Reino Unido. E eles entenderam muito bem a importância deste medicamento, uma vez que os sintomas combatidos por ele afetam cerca de 70% das mulheres durante a menopausa e podem impactar significativamente o sono, a produtividade, a prática de exercícios e a qualidade de vida.
A terapia de reposição hormonal (TRH) continua sendo o tratamento mais eficaz e a primeira linha de cuidado. No entanto, ela não é indicada para todas as mulheres, especialmente aquelas com histórico de câncer de mama ou ovário, trombose venosa profunda ou hipertensão não controlada. É justamente para este grupo que o medicamente surge como opção.
Ao incorporar o tratamento em seu sistema público de saúde, o NHS England, reforça a importância de ampliar o cuidado com o bem-estar das mulheres maduras. A gente torce para que a iniciativa sirva de exemplo.





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