31 agosto: Dia do Nutricionista
Divulgação internet Muito além de ensinar como se alimentar, esse profissional pode auxiliar a criar uma relação mais saudável consigo mesmo
No dia 31 de agosto celebramos o Dia do Nutricionista, profissional que está inserido em diferentes áreas da saúde humana e que tem por objetivo garantir a informação e acesso ao cuidado e saúde das pessoas e empresas.
A nutrição é uma área da ciência que estuda os alimentos, os nutrientes e outras substâncias presentes neles, bem como a forma como o corpo os absorve, utiliza, transporta e elimina para manter a saúde e prevenir doenças.
Uma área que tem avançado e evoluído também para englobar outros âmbitos do conhecimento como o comportamento humano, a regionalidade, costumes e culturas para promover a saúde humana de forma mais efetiva.
Com o advento da internet e das redes sociais, a profissão se popularizou, mas também se tornou mais desafiadora no âmbito prático.
“Nossos antepassados comiam comida de verdade, não tinham acesso a produtos ultraprocessados e propagandas massivas em todos os ambientes físicos e on-line e muito menos estavam em busca de um padrão estético insustentável para a saúde humana”, comenta a nutricionista clínica e holística e terapeuta integrativa Jhenevieve Cruvinel.
Para ela, o comer se tornou símbolo de status, sinal de pertencimento a um grupo, objeto de validação social e acesso.
O segmento global de wellness (bem-estar) movimenta atualmente cerca de US$ 6,8 trilhões, com projeção deve atingir US$ 9,8 trilhões até 2029, sendo a categoria alimentação saudável, nutrição funcional e suplementação líder desse número.
"Uma grande armadilha que demanda do profissional ainda mais cuidado a saúde integral do paciente e dedicação na educação e conscientização da população”, adverte ela.
Produtos com rótulos ou alegação de bem-estar, hiper ricos em carboidratos, pobres em micronutrientes e desbalanceados nutricionalmente quando comparados a comida de verdade confundem a população e podem gerar prejuízos a saúde.
“A baixa densidade nutricional deste tipo de alimentação associada ao uso indevido e não prescrito das canetas emagrecedoras tem trazido desafios complexos para o profissional clínico. Estão aumentando os casos de problemas relacionados ao comportamento alimentar, associados sintomas físicos como perda de massa muscular, flacidez, perda óssea precoce, queda de cabelo, queda de rendimento cognitivo, prejuízos emocionais e um hábito de alimentação e relação com o alimento adoecidos ou comprometidos”, alerta a nutricionista,
que lida atualmente com muitas camadas complexas do comportamento humano, das influências sazonais do marketing, às ofertas de suplementos, implantes hormonais e medicações para o emagrecimento, fatores que são parte do dia a dia do cuidado.
“Talvez o próximo passo da nutrição não seja ensinar as pessoas apenas a comer melhor, mas ajudá-las a compreender porque comem como comem. A valorizarem a saúde e ajustarem suas prioridades em relação à estética. Acredito que para cada objetivo de vida seja fundamental procurar um profissional habilitado a dar suporte e alinhar expectativas com as possibilidades, dando atenção a longevidade saudável, ao bem-estar real. Saúde não é apenas ausência de uma doença crônica, mas um estado de bem-estar que engloba a mente, o corpo, as relações, o ambiente e conexão com a vida e a espiritualidade”, complementa Jhenevieve.
Para ela, negligenciar algum destes aspectos é gerar um saldo negativo para a própria experiência de vida. O papel do nutricionista está além do prato, começa com a conscientização das emoções, dos hábitos, da relação com o próprio corpo e na forma como aprendemos a cuidar de nós mesmos.
Dra. Jhenevieve Cruvinel
Mentora em saúde integral, nutricionista clínica e holística e terapeuta integrativa com doutorado e diversas especializações. Trabalha unindo ciência, espiritualidade e práticas de autoconhecimento para ajudar pessoas a reconectarem mente, corpo e alma.





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