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Belo Horizonte,24/07/2026

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Jovem de 25 anos que é sócio de 27 empresas defende que 'crescer é dividir'

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Jovem de 25 anos que é sócio de 27 empresas defende que 'crescer é dividir'


Davi Braga, hoje com 25 anos, ainda era um adolescente quando abriu sua primeira empresa — depois vendida por mais de meio milhão de reais. Hoje ele está à frente do RealDeal, um ecossistema de 27 empresas de consultoria, investimentos e aceleração empresarial, avaliado em R$ 80 milhões. Ao longo de sua trajetória, soma participações na Forbes Under 30, dois livros publicados, passagens por TEDx Talks e pelo programa Shark Tank. Nesta sexta-feira (24/7), ele participou de um painel na Expo Empreendedor, em São Paulo.
Duante o evento, Braga afirmou que negócio que cresce sozinho, cresce até um limite. "Quem divide, cresce", repetiu o empreendedor várias vezes ao longo da fala, defendendo que abrir mão de parte do controle — dividindo lucros e responsabilidades com sócios e equipes — é o que permite escalar mais rápido do que tocar tudo sozinho.
Braga contou que fundou sua primeira empresa aos 13 anos e que, na adolescência, já era sócio de vários negócios. Também relatou ter chegado a trabalhar até 20 horas por dia, dormindo poucas horas por noite, período em que confundia estar ocupado com estar crescendo. "Eu tinha uma agenda cheia, mas uma vida vazia", disse, ao descrever a fase em que revisou a forma como conduzia os próprios negócios.
Foi dessa revisão, segundo ele, que nasceu o método que hoje ensina a outros empresários.
Para Braga, todo negócio — seja de produto ou serviço, venda para empresas ou para o consumidor final — depende de três frentes: atração de clientes, conversão em vendas e retenção da base. Ele defende que a criação de conteúdo é hoje o principal canal de atração, inclusive para empresas que não vendem diretamente ao consumidor final. "Conteúdo não se cria, se documenta", afirmou, ao recomendar que empresários mostrem o dia a dia do negócio em vez de tentar produzir algo artificial para as redes.
Na etapa de vendas, ele apontou dois fatores que, segundo sua experiência, aumentam a percepção de valor de um produto sem alterar sua essência: cuidado com embalagem e apresentação, e uso de prova social — depoimentos e avaliações de clientes satisfeitos.
Já a retenção, disse Braga, é onde está a maior parte do lucro de um negócio, por ser mais barato vender de novo para quem já é cliente do que conquistar um cliente novo. "As pessoas não querem você, querem a solução que você entrega", resumiu, ao tratar da importância de manter o foco na dor que o produto resolve.
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Pessoas, processos e padrões
Braga também abordou a estrutura de gestão que sustenta o crescimento das empresas do ecossistema RealDeal, resumida em três frentes: pessoas, processos e padrões. Sem esse tripé, disse, o crescimento de um negócio fica dependente de indicações e do acaso, alternando entre meses bons e meses ruins.
Ele defendeu ainda que o crescimento deve seguir etapas, sem atalhos. "Antes de fazer o extraordinário, primeiro você faz o ordinário", disse, citando que começou sozinho, sem funcionários, antes de chegar à atual estrutura de 27 empresas.
Ao final da palestra, Braga afirmou usar inteligência artificial como apoio na gestão das operações do RealDeal, mas defendeu que a tecnologia é complementar, não substitui a relação com pessoas — clientes, sócios e equipes — no dia a dia dos negócios.
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