Inteligência artificial deixa de ser diferencial e passa a definir a competitividade das empresas
Raphael Costa -Fundador e CEO do Grupo 220 Empresários que não reorganizarem seus processos para
trabalhar com IA tendem a perder produtividade, margem e competitividade nos
próximos anos.
A inteligência artificial deixou de ser uma aposta para o
futuro e passou a ocupar espaço nas decisões estratégicas das empresas. Para
Raphael Costa, fundador e CEO do Grupo 220, ecossistema empresarial que reúne
11 empresas especializadas em desenvolvimento de negócios, gestão,
produtividade, liderança e inovação, o debate deixou de ser exclusivamente
sobre tecnologia e passou a envolver a capacidade das empresas de ganhar
eficiência e vantagem competitiva. Se antes a IA era vista como uma ferramenta
voltada a grandes corporações e profissionais da área de programação, hoje ela
se tornou um recurso acessível para organizações de todos os portes e
segmentos.
O crescimento da IA generativa no ambiente corporativo
acompanha uma mudança significativa no mercado. Segundo o relatório The Future
of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, cerca de 86% das empresas
afirmam que a inteligência artificial e o processamento de informações
transformarão seus negócios até 2030, tornando essas tecnologias os principais
vetores de mudança no mercado de trabalho. O estudo também aponta que
competências relacionadas à IA estão entre as que mais crescerão nos próximos anos.
Para Raphael Costa, a discussão deixou de ser sobre
tecnologia e passou a ser sobre gestão.
"Quem implementa inteligência artificial agora não está
investindo apenas em tecnologia. Está comprando tempo, margem e vantagem
competitiva."
Segundo ele, a IA vem alterando a lógica da produtividade
dentro das empresas.
"A informação virou commodity. O diferencial
competitivo não é mais saber um pouco mais que o concorrente, mas saber fazer
melhores perguntas, interpretar melhor os dados e utilizar a inteligência
artificial para tomar decisões mais rápidas."
Na avaliação do especialista, muitas empresas ainda
acreditam que a IA é uma ferramenta destinada apenas a grandes organizações ou
profissionais altamente técnicos, quando, na prática, ela já faz parte da
rotina de pequenos negócios.
"Inteligência artificial deveria ser tão básica para um
empresário quanto saber utilizar uma planilha eletrônica. Não é uma habilidade
exclusiva de programadores. É uma competência de gestão."
Apesar do avanço acelerado da tecnologia, Raphael alerta que
a adoção da IA não resolve problemas estruturais da empresa.
"O erro mais comum é utilizar uma tecnologia
exponencial dentro de uma operação desorganizada. Se a empresa tem processos
eficientes, a inteligência artificial multiplica esses resultados. Se os
processos são ruins, ela apenas acelera os problemas."
Segundo ele, o papel do empresário também está mudando.
Enquanto atividades repetitivas, operacionais e baseadas em regras passam a ser
automatizadas, cresce a importância das decisões estratégicas, da criatividade,
da liderança e da capacidade de interpretar cenários.
"O valor humano deixa de estar na execução mecânica e
passa para a direção do negócio. A inteligência artificial produz respostas. O
empresário continua sendo responsável por fazer as perguntas certas."
O especialista acredita que esse movimento deve transformar
profundamente a competitividade das empresas brasileiras nos próximos anos.
"Tudo aquilo que segue um padrão, possui regras
definidas e não exige criatividade ou julgamento humano já deveria estar sendo
automatizado. Quem entender isso primeiro terá mais tempo para inovar e
crescer."
Para Raphael Costa, a próxima vantagem competitiva das
empresas não será determinada apenas pela adoção da inteligência artificial,
mas pela capacidade dos líderes de reorganizar processos, desenvolver equipes e
utilizar a tecnologia como apoio à tomada de decisões estratégicas.
Sobre Raphael Costa
Raphael Costa é fundador e CEO do Grupo 220, ecossistema
empresarial que reúne 11 empresas e atua no desenvolvimento de negócios,
gestão, produtividade, liderança e inovação. Com mais de 232 mil seguidores nas
redes sociais, tornou-se uma das principais vozes sobre crescimento
empresarial, cultura organizacional e inteligência artificial aplicada aos
negócios. Sua atuação é voltada à transformação de empresas por meio da
otimização de processos, desenvolvimento de lideranças e implementação
estratégica da IA para ganho de eficiência, escala e competitividade.





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