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Belo Horizonte,08/07/2026

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Startup de créditos judiciais abre nova frente de atuação após crise dos Correios

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Startup de créditos judiciais abre nova frente de atuação após crise dos Correios
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A Adianta Jus, startup de antecipação de créditos judiciais, ampliou a sua rede de atuação no mercado de precatórios para operar com os pagamentos devidos pelos Correios. A estatal vive a maior crise da sua história – no primeiro trimestre deste ano, registrou prejuízo de R$ 3,2 bilhões – e desenhou um plano de reestruturação que prevê a renegociação das dívidas e o parcelamento de R$ 1,2 bilhão em pagamentos de precatórios e impostos.
Depois de identificar a demanda crescente dos credores, que já aguardam há décadas pelo pagamento de valores reconhecidos judicialmente, a Adianta Jus decidiu concentrar a sua atuação nos créditos de pessoas físicas. A startup analisa os casos e conecta quem deseja receber o valor antecipadamente com quem quer comprar o recebível, operação conhecida como cessão de crédito. Fundada em 2025, a Adianta Jus atendeu 10 mil clientes e adiantou os créditos de 20 mil precatórios.
“Nosso papel é oferecer uma alternativa segura para quem não deseja permanecer sujeito a longos prazos de espera. Mais de 80% desses credores aguardam há mais de 30 anos por um direito reconhecido pela Justiça e precisam de previsibilidade financeira”, afirma José Werneck, sócio-fundador da Adianta Jus, em nota à imprensa. A monetização acontece de duas formas: pela originação do crédito para os investidores e por meio da rentabilidade do investimento. A startup não abriu o faturamento.
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Os precatórios são créditos judiciais gerados a partir de causas ganhas em processos abertos contra entes públicos, como o governo federal, as prefeituras, e estatais, como é o caso dos Correios. Embora o pagamento possa levar anos, esses créditos podem ser vendidos antecipadamente, permitindo que o credor receba o dinheiro em poucos dias.
O valor, porém, sofre um desconto proporcional ao risco de operação (como possibilidade de atraso e correção nos valores) e ao tempo esperado para o retorno dos ativos. Atualmente, um precatório dos Correios está sendo adquirido por entre 50% e 60% do valor inicial, para ativos que deveriam ser pagos até o final deste ano.
De acordo com estudos da empresa, 2 mil credores foram impactados pela reprogramação dos pagamentos de R$ 1,8 bilhão pelos Correios, e a startup quer atender aqueles que desejam antecipar o recebimento dos valores. “Muitas vezes [os créditos judiciais] representam recursos esperados por anos por trabalhadores e famílias. A antecipação permite que essas pessoas tenham autonomia para decidir o melhor momento de utilizar esse valor”, destaca Werneck.
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