Chanel anuncia a aquisição da histórica camisaria Charvet

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A Chanel anunciou nesta quinta-feira (02.07), a aquisição da Charvet, a mais antiga camisaria da França, em um movimento que amplia sua estratégia de preservação de maisons históricas e de seus saberes artesanais. Segundo a marca, a Charvet continuará operando com total independência criativa, enquanto passa a contar com o suporte de longo prazo da Chanel para garantir a transmissão de seu savoir-faire e a continuidade de seu legado.
Fundada em Paris, em 1838, a Charvet construiu sua reputação como referência em camisas sob medida, alfaiataria e acessórios masculinos. Ao longo de quase dois séculos, vestiu personalidades como Charles Baudelaire, Marcel Proust, Winston Churchill, Jean Cocteau e a própria Gabrielle Chanel, consolidando-se como um símbolo da elegância francesa. Hoje, mantém seu único ateliê em Saint-Gaultier, na região de Indre, preservando uma produção baseada na excelência artesanal que atravessa gerações.

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A aproximação entre as duas maisons ganhou força durante o desenvolvimento da primeira coleção de prêt-à-porter primavera/verão 2026 assinada por Matthieu Blazy para a Chanel, quando a Charvet colaborou na criação de peças da coleção. Segundo a marca, foi desse diálogo criativo que surgiu a ideia de uma parceria mais ampla, capaz de assegurar a continuidade desse conhecimento artesanal dentro de uma estrutura de longo prazo.
“Estamos muito felizes com essa associação com a Charvet, que tem uma ressonância especial para a Chanel. Compartilhamos a mesma visão sobre o savoir-faire: pautada pela exigência, pelo respeito e pela convicção de que essas habilidades só florescem verdadeiramente quando estão ancoradas na longevidade”, afirmou Bruno Pavlovsky, presidente das atividades de moda da Chanel e da Chanel SAS.

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O executivo também destacou um elo histórico entre as duas casas: Boy Capel, figura central na vida de Gabrielle Chanel, era cliente frequente da Charvet. “Essa conexão estende um vínculo simbólico e reafirma um compromisso comum com a transmissão de conhecimentos, a precisão do trabalho artesanal e a capacidade única das grandes maisons de colocar o patrimônio em diálogo com a criação contemporânea”, completou.
Para Jean-Claude Colban, diretor-geral da Charvet, a operação representa a união de duas empresas parisienses que compartilham os mesmos princípios. “Minha irmã Anne-Marie e eu estamos muito felizes com este novo capítulo da história da Charvet, que está perfeitamente alinhado ao espírito e à identidade que sempre definiram nossa empresa.”
A aquisição reforça um movimento já consolidado da Chanel de investir na preservação de ofícios especializados e de casas históricas ligadas ao universo do luxo. Mais do que ampliar seu portfólio, a marca fortalece uma estratégia voltada à continuidade do patrimônio artesanal francês, mantendo vivas técnicas e tradições que seguem sendo parte essencial da identidade da moda de luxo.
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