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Belo Horizonte,26/06/2026

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Dívida vai subir para 115% do PIB em 2036, diz IFI

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Dívida vai subir para 115% do PIB em 2036, diz IFI
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A dívida bruta do governo geral pode atingir 115% do PIB (Produto Interno Bruto) até 2036, segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal da IFI (Instituição Fiscal Independente).


O documento projeta uma trajetória de crescimento contínuo do endividamento público ao longo da próxima década caso não haja mudanças na condução da política fiscal.


Em entrevista ao CNN Money, o diretor da IFI, Alexandre Andrade, classificou o cenário como preocupante, mas afirmou que ainda há tempo para reverter essa trajetória. Segundo ele, as projeções consideram a manutenção das regras fiscais e das condições macroeconômicas atuais.


“Ao mesmo tempo em que é preocupante, é também administrável, porque ainda há tempo para se corrigir as trajetórias”, afirmou.


De acordo com Andrade, o principal fator por trás do aumento da dívida é a expectativa de déficits primários sucessivos nos próximos anos. Na avaliação da IFI, o governo não conseguiria gerar superávits fiscais ao longo da próxima década, o que impediria a estabilização do endividamento.




“As atuais regras fiscais e a atual condução da política fiscal tendem a produzir uma elevação da dívida pública nos próximos anos”, disse.


O diretor também explicou que as projeções da IFI são mais pessimistas do que as do governo porque utilizam premissas macroeconômicas diferentes. Enquanto o Executivo trabalha com estimativas mais otimistas para crescimento econômico, inflação e taxa de juros, a instituição adota um cenário mais conservador.


Segundo Andrade, esses fatores influenciam diretamente a dinâmica da dívida, já que o crescimento afeta a arrecadação, a inflação impacta a correção das despesas e cerca de metade da dívida pública está indexada à taxa Selic.


Outro ponto de atenção é o arcabouço fiscal. Segundo o relatório, a regra atual perde eficácia a partir de 2028 devido ao avanço das despesas obrigatórias, principalmente com Previdência e benefícios assistenciais, que reduzem o espaço disponível para outras despesas do Orçamento.


“A partir de 2028, a regra deixa de funcionar, justamente por causa da trajetória de crescimento de uma porção de despesas obrigatórias”, afirmou.


Para reverter esse quadro, Andrade defende um debate sobre a revisão do ritmo de crescimento dessas despesas. Segundo ele, a discussão não envolve necessariamente cortes, mas ajustes que permitam preservar a sustentabilidade das contas públicas.


O diretor também apontou o envelhecimento da população como um dos principais desafios para as próximas décadas, especialmente pelos impactos sobre os gastos com Previdência e saúde.


“São problemas de longo prazo que o país tem e discussões que, cedo ou tarde, a sociedade vai ter que ter”, concluiu.



Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.




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