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Belo Horizonte,24/06/2026

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Falhas graves de higiene e alimentação insuficiente interditam 4 lares de idosos dos mesmos donos em SC

g1.globo.com
Falhas graves de higiene e alimentação insuficiente interditam 4 lares de idosos dos mesmos donos em SC
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Quatro lares de idosos são interditados em Joinville nessa terça-feira (23)
Quatro lares de idosos foram interditados pela Justiça em Joinville, cidade mais populosa de Santa Catarina, no Norte do estado, após uma fiscalização apontar falhas graves de higiene, alimentação insuficiente e outros problemas. A informação foi divulgada pelo Ministério Público (MP) na segunda-feira (22).
As instituições pertencem a um casal que agora terá 10 dias para realocar os idosos em espaços adequados e garantir condições mínimas de cuidado durante a transição (assista acima).
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🔎 As fiscalizações feitas no local, conforme o MP, apontaram um conjunto de condutas graves e sistemáticas, incluindo:
manipulação ou falsificação de prontuários
ocultação de irregularidades durante fiscalizações
uso irregular de medicamentos
restrição da comunicação dos idosos com familiares para evitar denúncias
indícios de desvio de recursos dos idosos
relatos de maus-tratos, negligência e agravamento de quadros clínicos
Procurado pelo g1, o MP informou que o processo está em sigilo e não repassou se os estabelecimentos são privados ou se têm convênio com órgãos públicos. A data da interrupção também foi questionada, mas não houve retorno.
À NSC, os proprietários da instituição Bela Vista informaram que a empresa existe há oito anos com regularidade de funcionamento junto a todos os órgãos fiscalizadores. O estabelecimento informou que os fatos são "objeto de contestação judicial".
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A ação que resultou na interdição dos espaços descreveu um modelo estrutural de funcionamento irregular das instituições, marcado pela ausência de responsabilidade técnica efetiva, deficiência de profissionais qualificados e substituição indevida por cuidadores.
Segundo o órgão, vistorias indicaram que os responsáveis faziam intervalos excessivos entre trocas de fraldas e banhos dos idosos. Além disso, materiais para o tratamento dos residentes eram improvisados.
"As investigações também teriam identificado um padrão deliberado de redução de custos, que resultaria na oferta de alimentação insuficiente e de baixo valor nutricional, restrição de itens básicos como fraldas, luvas e materiais de curativo, além de falhas graves na higiene e na estrutura", disse o MP.
O que disse a empresa
"Os fatos ditos pelo MPSC são objeto de contestação judicial e a empresa acredita na Justiça catarinense que a verdade prevalecerá e a empresa continuará prestando relevantes serviços à comunidade".
Quatro instituições de permanência para idosos são interditadas em Joinville
Hilton Maurente, NSC TV
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