Seja bem-vindo
Belo Horizonte,23/06/2026

  • A +
  • A -

Fim do gerente intermediário? Especialista diz que IA vai mudar o cargo

tecmundo.com.br
Fim do gerente intermediário? Especialista diz que IA vai mudar o cargo
Publicidade

A previsão de que a inteligência artificial (IA) levará ao desaparecimento dos gerentes de nível médio ganhou força nos últimos anos, mas o empresário e investidor Brett Hurt avalia que o movimento em curso é mais complexo. Em coluna publicada na revista Fortune, ele argumenta que a gestão intermediária não está sendo eliminada, mas transformada em uma nova função estratégica dentro das organizações.

Segundo Hurt, parte dessa percepção é sustentada por estudos e movimentos corporativos recentes. Ele cita uma projeção da consultoria Gartner segundo a qual uma em cada cinco empresas eliminaria mais da metade de sua gerência intermediária até 2026, além de iniciativas de companhias como Amazon, Walmart e Microsoft para reduzir camadas hierárquicas entre executivos e funcionários da linha de frente. Para o autor, porém, essas mudanças representam o enfraquecimento do modelo tradicional de gestão, e não o fim da atividade gerencial.

Na avaliação de Hurt, a estrutura hierárquica que marcou as empresas durante a era industrial surgiu como resposta à dificuldade de distribuir informações dentro das organizações. Com a IA tornando o conhecimento mais acessível e instantâneo, esse gargalo deixa de existir. O empresário defende que a transformação será acelerada pela convergência de quatro tecnologias que ele chama de “Superfecta”: IA, robótica, computação quântica e interfaces cérebro-computador.

Claude-IA

Para explicar a mudança, Hurt contrapõe dois conceitos. O primeiro é o “linearismo”, modelo no qual a autoridade flui de cima para baixo e o desempenho é medido principalmente pelo lucro. O segundo é o “esferismo”, estrutura organizacional em que o propósito da empresa ocupa o centro das decisões e as equipes atuam de forma mais conectada, sem depender de sucessivas camadas hierárquicas para acessar informações ou tomar decisões.

Nesse cenário, o empresário afirma que as funções tradicionalmente desempenhadas pelos gerentes intermediários continuam necessárias. Ele cita uma pesquisa da Harvard Business Review sobre o uso da plataforma Agentforce, da Salesforce, que aponta que a IA pode assumir atividades de coordenação e repasse de informações, liberando gestores para tarefas ligadas ao julgamento, à interpretação de contextos e à gestão de pessoas. Para Hurt, essas capacidades permanecem essencialmente humanas.

A partir dessa visão, o autor propõe o conceito de “Gerente de Meridiano”. Inspirada nos meridianos que conectam diferentes pontos de uma esfera ao seu centro, a função seria responsável por ligar o propósito organizacional às operações do dia a dia, além de supervisionar a interação entre sistemas autônomos de IA e equipes humanas. Hurt sustenta que o elemento em declínio não é a gerência intermediária, mas a própria pirâmide hierárquica que estruturou as empresas ao longo do último século.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.