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Belo Horizonte,22/06/2026

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Júri em Belém julga quarto acusado no caso do advogado Arnaldo Lopes, morto em 2017 no PA

g1.globo.com
Júri em Belém julga quarto acusado no caso do advogado Arnaldo Lopes,  morto em 2017 no PA
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Quarto envolvido na morte do advogado Arnaldo Lopes é julgado em Belém
O Tribunal do Júri de Belém começou a julgar, nesta segunda-feira (22), o policial militar Roosevelt de Nazaré Silva, apontado como quarto e último acusado da morte do advogado Arnaldo Lopes de Paula, assassinado em dezembro de 2017 no bairro do Jurunas, em Belém.
O caso mobiliza a família há quase nove anos e volta ao plenário com a expectativa de conclusão ainda no mesmo dia.
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Roosevelt, conhecido como “Bilico”, é acusado de participação na execução do crime e está preso desde 2021. A sessão ocorre no Fórum Criminal de Belém e é presidida pelo juiz Cláudio Hernandes Silva Lima.
Ao longo do dia, 12 testemunhas foram convocadas, mas parte delas acabou dispensada, o que reduziu para sete os depoimentos previstos nesta etapa.
Arnaldo Lopes de Paula assumiu chegou a assumir cargo de interventor na ASPRA-PM
Reprodução/Tv Liberal
Como foi o crime
Arnaldo Lopes foi baleado com cinco tiros quando saía da casa de parentes, no Jurunas. Segundo as investigações, ele caminhava de volta para o carro quando passou a ser perseguido por um veículo descaracterizado. Ao entrar no automóvel, teria sido alvo de disparos feitos de perto, após um dos criminosos segurar a porta.
O advogado ainda chegou a ser socorrido e ficou internado por três dias, mas não resistiu aos ferimentos. Ele morreu em 21 de dezembro de 2017. Na época, Arnaldo havia acabado de assumir o cargo de interventor da Associação dos Praças da Polícia Militar do Pará (Aspra-PM).
Disputa e motivação
A versão apresentada pela acusação aponta que o crime teve origem em uma disputa pelo comando da associação criada por Arnaldo e pelo policial militar Rosicley Ribeiro da Silva, o “Rossi”.
Segundo a família, os dois teriam dividido os lucros de forma igual, mas, com o tempo, Rossi passou a exigir uma participação maior, o que teria provocado atritos e ameaças.
Ainda de acordo com a defesa da família, a associação oferecia serviços jurídicos a policiais militares, com atendimento feito por Arnaldo e captação de clientes realizada por Rossi. Em meio às tensões, o advogado chegou a tirar porte de arma.
Os outros réus
Roosevelt é o quarto acusado levado ao Júri Popular neste processo. Em fevereiro de 2023, Marçal Monteiro de Azevedo foi condenado a 18 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, além da perda do cargo de cabo da Polícia Militar. Ele foi apontado como alguém que sabia do planejamento do assassinato e nada fez para impedir.
Ainda em 2023, o motorista Jonny Kleiber Almeida também foi julgado. Dono do carro usado no crime, ele recebeu pena de 3 anos, 10 meses e 27 dias em regime aberto, após o júri entender que teve participação menor na ação.
Em setembro de 2025, foi a vez de Rosicley Ribeiro da Silva, apontado como mandante, que terminou condenado a 18 anos e 6 meses por homicídio qualificado.
Sessão longa
A expectativa é de que o julgamento desta segunda seja longo, já que há várias testemunhas a serem ouvidas e os depoimentos devem consumir boa parte do dia. A família da vítima acompanha a sessão com a expectativa de que Roosevelt também seja condenado.
Além da esposa de Arnaldo, prestaram depoimento o delegado que conduziu as investigações e outras testemunhas convocadas pela acusação e pela defesa.
O processo voltou à pauta após adiamento da data inicialmente marcada para 2 de junho, porque a defesa do réu alegou problemas de saúde.
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