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Belo Horizonte,15/06/2026

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Se Ormuz reabrir, os navios ainda terão de se preocupar com minas navais

cnnbrasil.com.br
Se Ormuz reabrir, os navios ainda terão de se preocupar com minas navais

As minas navais instaladas pelo Irã no Estreito de Ormuz estão surgindo como uma complicação preocupante para as embarcações que desejam atravessar a via marítima com segurança, caso ela seja reaberta ainda esta semana.


Após a assinatura do acordo, prevista para esta sexta-feira (19), o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos suspenderão o bloqueio dos portos iranianos e que o Estreito de Ormuz será reaberto sem cobrança de taxas de passagem.


No entanto, especialistas alertam que uma navegação segura e sem obstáculos ainda não está garantida.


Jakob Larsen, diretor de segurança e proteção da BIMCO, uma das maiores associações de armadores do mundo, disse à CNN que, uma vez instaladas, as minas navais podem ser difíceis de detectar e remover.




Detectar e destruir minas navais instaladas exige capacidades navais altamente especializadas (navios, helicópteros e plataformas operadas remotamente), que normalmente são escassas na região do Golfo”, afirmou Larsen, acrescentando que “uma vez que uma rota seja limpa de minas, ela pode ser minerada novamente com relativa facilidade”.


“O melhor que a indústria pode esperar é um anúncio conjunto dos EUA e do Irã, acompanhado de esclarecimentos sobre questões práticas, como qual rota utilizar, a ordem de saída dos navios, os horários, a forma de coordenação com as marinhas e os planos de contingência”, acrescentou.


O Irã minou extensivamente o estreito, tornando a navegação possível apenas por duas passagens estreitas dentro de uma via marítima que já é conhecida por sua largura limitada: uma próxima à costa iraniana e outra junto à costa de Omã, no lado oposto do estreito. Isso criará um gargalo que dificultará o fluxo do que, de outra forma, seria um grande volume de embarcações tentando deixar a região.


O especialista da BIMCO afirmou ainda que as declarações dos Estados Unidos e do Irã “ainda são pouco claras e não fornecem informações suficientes sobre aspectos fundamentais, como cronogramas e rotas seguras”, acrescentando que a situação de segurança para a indústria marítima continua “volátil”.




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