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Belo Horizonte,15/06/2026

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Iranianos nos EUA planejam protesto antes da estreia da seleção na Copa

cnnbrasil.com.br
Iranianos nos EUA planejam protesto antes da estreia da seleção na Copa

A seleção iraniana de futebol se preparava para sua estreia na Copa do Mundo deste ano, em Los Angeles, nesta segunda-feira (15), com a expectativa de protestos de cidadãos iranianos e descendentes na cidade contra o governo de Teerã e a guerra liderada pelos EUA.


A equipe chegou aos Estados Unidos pela primeira vez nesta Copa do Mundo no domingo (14), vinda de sua base de treinamento em Tijuana, no México, e desembarcando em Los Angeles justamente quando um acordo para encerrar a guerra entre EUA e Irã foi anunciado.


O jogo contra a Nova Zelândia está marcado para às 22h, horário de Brasília.




A participação do Irã no torneio tem sido marcada por controvérsias em meio à guerra, que começou em fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã.


Isso ocorreu após protestos em todo o país em janeiro, nos quais milhares de pessoas foram mortas em uma violenta repressão do regime.


Nas últimas semanas, a seleção de futebol mudou sua base do Arizona para o México, enquanto sua federação reclamava que nem todos os membros da equipe receberam vistos americanos e que ingressos destinados a torcedores haviam sido retirados.


Em Los Angeles, lar da maior comunidade iraniana fora do Irã, muitos dos quais fugiram do país após a Revolução Islâmica, torcedores iranianos-americanos dizem estar divididos entre a empolgação de ver a seleção no maior palco do futebol mundial, a raiva pela repressão de Teerã aos manifestantes e a preocupação com a campanha de bombardeios de Washington.


Debate sobre a bandeira


A segurança foi reforçada em Inglewood, Califórnia, na manhã desta segunda-feira, perto do estádio onde a partida será realizada. Diversas ruas próximas já estavam bloqueadas e policiais patrulhavam a área.


Cerca de uma dúzia de manifestantes se reuniu em frente ao estádio, e protestos maiores são esperados mais tarde. Alguns membros da comunidade disseram que assistirão à partida pela TV, receosos com possíveis distúrbios no estádio ou com o fato de sua presença implicar apoio ao governo iraniano.


“Como podem ir torcer por um time que vem com a bandeira da República Islâmica e o hino nacional?”, questionou Koroush Krumarsi em um protesto realizado em frente ao hotel da equipe no domingo.


Outros indicaram que irão ao jogo e tentarão contrabandear símbolos de protesto, incluindo a bandeira do Irã pré-revolucionário, que tem as mesmas cores da bandeira oficial atual, mas com um leão e um sol no meio.


Isso cria um potencial conflito com a segurança e com o direito à liberdade de expressão nos EUA.


O Irã ameaçou interromper as partidas caso bandeiras não oficiais sejam levadas ou slogans sejam entoados.


Uma organização sem fins lucrativos da Califórnia entrou com um processo judicial buscando impedir quaisquer restrições, mas o pedido foi rejeitado na segunda-feira em uma audiência judicial, segundo o The Athletic, que citou o juiz dizendo que um estádio não é um fórum público e que impor tal mudança no último minuto poderia ser prejudicial aos funcionários.


A Fifa, entidade máxima do futebol mundial, afirma, quando questionada sobre o assunto, que proíbe bandeiras ou vestimentas de cunho político. Mas não comentou especificamente qual será sua abordagem em relação à bandeira iraniana pré-revolucionária.




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