PBH e Viaduto das Artes lançam 10ª edição do Bolsa Pampulha com anúncio de dez artistas
PBH e Viaduto das Artes lançam 10ª edição do Bolsa Pampulha com anúncio de dez artistas
ISADORA MACIEL POEIRAS SANTOS
Dez artistas bolsistas selecionados em diversas partes do Brasil reuniram-se no Museu de Arte da Pampulha (MAP) em encontro que marcou o início da 10ª edição do Bolsa Pampulha, um dos programas de residência artística e estímulo à produção de arte contemporânea mais longevos e respeitados do país, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte.
O evento marcou o início das atividades do Bolsa Pampulha, que culminará em uma exposição inédita aberta ao público e no lançamento de catálogo contendo registros de todo o processo da residência e mostra. O encontro marcou a apresentação dos bolsistas selecionados para a edição de 2026 e contou com a presença de autoridades, curadoria e equipe, em um momento de apresentação, troca e diálogo com o território e o MAP.
A 10ª edição do Bolsa Pampulha é realizada pela PBH, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Viaduto das Artes. Mais informações podem ser encontradas no portal da PBH e nas redes sociais/Instagram: @bolsapampulha.
Esta edição do Bolsa Pampulha selecionou dez artistas em edital aberto, de diversas partes do Brasil. Participam do programa em 2026: Benedito Ferreira (Itapuranga); Gu da Cei (Brasília); Ambuá (Belo Horizonte); Sara Lambraño (Santo André); Régi José (Recife); Julia Brasil (Curitiba); Renan Soares (São Paulo); Tuca Mello (Rio de Janeiro); Milena Ferreira (Salvador); e Felipe Rezende (Salvador).
A próxima etapa do projeto consiste em uma residência artística, que será realizada em um ateliê criado no Viaduto das Artes, sediado no Barreiro. Durante seis meses, os bolsistas participam de encontros com o curador Douglas Freitas, a Comissão de Acompanhamento e artistas convidados, para a formação e produção de suas obras, que farão parte de uma exposição inédita.
Cada artista selecionado receberá uma bolsa mensal no valor de R$ 4 mil, além de uma verba adicional de R$ 5 mil para a execução das propostas que resultarão na exposição final.
Nesta edição, o Bolsa Pampulha reafirma sua proposta de democratização e expansão pela cidade. Por meio da parceria com o Viaduto das Artes, as residências artísticas e o ateliê coletivo serão sediados neste equipamento cultural multidisciplinar. A escolha do território reforça a compreensão de uma “cidade expandida”, promovendo um intercâmbio constante com o território ampliado de Belo Horizonte e região metropolitana.
O legado do Bolsa Pampulha
Com uma trajetória que se confunde com a história da arte em Minas Gerais, o Bolsa Pampulha é continuidade do Salão de Arte da Prefeitura instituído em 1937. Desde sua reformulação, em 2002, o programa consolida-se como um centro de experimentação, deixando de ser apenas um prêmio de exibição para focar na investigação e na formação artística.
A iniciativa é reconhecida nacionalmente por projetar nomes como Cinthia Marcelle, Marilá Dardot, Laura Belém, Paulo Nazareth, João Castilho, Efe Godoy, Desali, Sallisa Rosa, Froiid, Luana Vitra, entre outros, que hoje ocupam lugar de destaque no cenário global. Ao priorizar o processo criativo, o edital permite que artistas e pesquisadores em fase de consolidação aprofundem suas trajetórias sob a orientação de uma equipe de curadores e artistas, reafirmando Belo Horizonte como um ponto essencial de diálogo com a arte contemporânea.
Sobre o Viaduto das Artes
O Viaduto das Artes é um centro de efervescência artística e formação multidisciplinar que atua como peça-chave na descentralização da cultura em Belo Horizonte. Focado na produção contemporânea, o espaço oferece uma infraestrutura de ateliê e galerias de arte, consolidando-se como um território de experimentação e intercâmbio. Sua atuação é pautada pelo compromisso em aproximar a criação artística de novos públicos, transformando o cenário urbano em um ambiente dinâmico de fomento à arte e ao pensamento crítico.
Sobre o Museu de Arte da Pampulha
O Museu de Arte da Pampulha (MAP) integra o Conjunto Moderno da Pampulha. Seu edifício foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, no início da década de 1940, tornando-se museu em 1957. Desde 2001, o MAP adota um modelo de curadoria voltado para a produção em Arte Moderna e Contemporânea, com ênfase nos trabalhos que dialogam com o patrimônio arquitetônico e paisagístico da Pampulha.
Em 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha, do qual o MAP faz parte, foi declarado Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco. Atualmente, o edifício-sede do Museu encontra-se em processo de restauro, mas a instituição mantém seu compromisso com a missão de oferecer ao público experiências reflexivas, simbólicas, afetivas e sensoriais no campo da Arte Contemporânea, por meio de ações museológicas e educativas, além de exposições no jardim e em outros espaços da cidade.




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