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Belo Horizonte,20/04/2026

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O Copa à mesa, sem pressa

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O Copa à mesa, sem pressa
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Há algo de particular nas noites do Copacabana Palace. Uma espécie de suspensão do tempo que faz com que o jantar deixe de ser apenas serviço e passe a ser experiência. É nesse intervalo, onde o clássico encontra o contemporâneo sem esforço, que o Wine Dinner do Copa se instala, ocupando a última sexta-feira do mês com encontros que fazem sentido na taça e no prato. No dia 24 de abril, o Pérgula recebe Bruno Katz, nome por trás do Katz-Sü, para uma noite que não busca impacto imediato, mas construção.


O menu desenhado para a ocasião revela uma cozinha que prefere sugerir a afirmar. Começa com uma sequência de pequenos gestos que, juntos, já dizem muito. A ostra, fria e precisa, encontra no sorbet de melão e na acidez um ponto de tensão elegante. A tartelete de camarões patagônicos, com avocado e ikura, segue por um caminho mais direto, quase tátil. Em seguida, um “oreo” de parmigiano com mascarpone e pêra desloca o paladar para um território inesperado, antes do bombom de caipirinha com foie gras fechar esse primeiro ato com irreverência controlada.


As entradas ampliam o discurso. O olhete, tratado com delicadeza, conversa com caju, castanha e óleo de coco em um equilíbrio que passa pela gordura e volta ao frescor. A maçã verde com yuzu entra quase como um respiro, limpando e reorganizando o paladar. É um movimento de cadência, que prepara o terreno para o que vem depois.


No gnocchi de aipim com fonduta e ragù napoletano, há conforto, mas sem peso. A textura sustenta o prato, enquanto o molho conduz. Já nas vieiras, o jantar encontra seu ponto mais preciso. As texturas de couve-flor, o beurre blanc de tucupi e o alho negro se organizam em camadas que não competem entre si, mas se escutam. É um prato que não se impõe, mas permanece.


A sobremesa segue a mesma lógica. O sorvete de kefir traz acidez e leveza, a calda de malbec adiciona profundidade e as frutas vermelhas amarram o conjunto. O sagu, os croutons de sourdough doce e o poejo aparecem como detalhes que prolongam a experiência, quase como uma última conversa antes de encerrar a noite.


Na taça, a condução é de Ed Arruda, que organiza a harmonização como quem costura o jantar. Os rótulos da Luiz Argenta percorrem o menu com naturalidade, começando pelo 24 Meses Brut e avançando por Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Chardonnay e Passito Friulano, em um percurso que acompanha o ritmo do prato sem sobrepor.


 


Copacabana Palace

Restaurante Pérgula

Data 24 de abril de 2026

Horário a partir das 19h

Menu harmonizado R$ 525 + 10% por pessoa

Reservas no link


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