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Belo Horizonte,11/04/2026

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Plástico reciclado e pigmentos naturais marcam nova coleção de móveis

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Plástico reciclado e pigmentos naturais marcam nova coleção de móveis
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Novidade apresentada durante a 22ª edição da SP-Arte, a coleção In.verso, da Suite nasceu da combinação entre plástico reciclado triturado e fragmentos de pedra natural provenientes de descartes. Essa relação cria contrastes visuais e táteis e, ao mesmo tempo, propõe um novo olhar sobre resíduos — tratados não apenas como solução sustentável, mas como matéria de forte potencial expressivo.
De acordo com os arquitetos Carolina Mauro, Daniela Frugiuele, Filipe Troncon e Luiza Monari, à frente do escritório, a ideia surgiu de uma inquietação que já acompanhava o trabalho do estúdio: como incorporar a sustentabilidade de forma mais concreta no alto padrão, pois havia a sensação de que algo ainda não conseguia se concretizar.
A arandela Placa Açafrão conta com mármore Rain Forest Brown na composição
Pedro Ocanhas
O ponto de virada veio de forma inesperada, quando um parceiro apresentou uma placa de plástico reciclado triturado. “Era interessante, mas esteticamente não nos chamou muita atenção. Mesmo assim, ficamos com ela. Na semana seguinte, ele voltou com uma mesinha. Na outra, com uma peça tingida”, contam.
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A mesa lateral Prisma Argila Verde combina plástico reciclado e quartzito Green Bamboo
Pedro Ocanhas
A partir daí, iniciou-se um processo coletivo e experimental, com meses de testes de pigmentação, misturas e investigações sobre as possibilidades do material. E, aos poucos, o potencial foi se revelando. “Em determinado momento, os resultados passaram a gerar dúvida: era plástico ou pedra? Foi ali que surgiu a faísca que deu origem à coleção”, lembram os profissionais.
O processo criativo se destaca pelo caráter experimental, especialmente nos estudos de pigmentação. A incorporação de elementos naturais — como açafrão, pimenta e diferentes tipos de argila — altera cor, textura e porosidade das superfícies. As pesquisas resultaram em 15 peças únicas: cadeira, mesas, luminárias e espelhos que ressignificam o uso dos materiais.
Detalhe da mesa lateral Argila Marrom
Pedro Ocanhas
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Arandela Prisma Açafrão
Pedro Ocanhas
“Tivemos que desenvolver uma engenharia capaz de sustentar elementos que chegam a mais de cinquenta quilos, mantendo uma continuidade visual entre artigos com densidades e comportamentos distintos, sem que um se sobreponha ao outro”, explicam.
Os arquitetos reforçam que, na coleção In.verso, o plástico, antes símbolo de progresso e abundância na sociedade, é reposicionado como elemento de reflexão e transformação, sugerindo uma mudança de valores em direção a um consumo mais consciente e qualitativo. “O projeto revelou que aquela bifurcação que parecia inevitável, entre sustentabilidade e elegância, na verdade não precisa existir. Essa coleção mostrou que é possível operar nos dois lugares simultaneamente e que o resultado pode ser ainda mais rico justamente pela tensão entre eles”, finalizam.




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