Operação dá prejuízo de R$ 36 milhões e destrói garimpo ilegal em MT
Em duas semanas, uma operação do governo federal conseguiu inutilizar 80 quilos de explosivos, 20 mil litros de diesel e 4 mil litros de gasolina na terra indígena Sararé, em Mato Grosso.
Com isso, o prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 36,9 milhões ao garimpo ilegal na região. A ação, que já soma 310 incursões, mira a retirada de invasores e a destruição da estrutura clandestina instalada na região, considerada estratégica pela exploração ilegal de ouro.
“Gerador e motor só funciona com combustível. Sem isso, o garimpo não se viabiliza. O nosso foco é seguir ampliando fiscalizações e repressões para aumentar o prejuízo à atividade ilícita, inviabilizar e retirar os invasores persistentes”, afirma Nilton Tubino, coordenação da operação.
Até o momento, também foram apreendidos 3 armas de fogo e 101 munições, além de 26 celulares e 13,5 gramas de ouro. A ofensiva também resultou na destruição de 11 escavadeiras hidráulicas, 92 geradores, 220 motores de garimpo e 69 maquinários leves, considerados essenciais para a atividade ilegal.
As equipes ainda desmobilizaram 64 acampamentos clandestinos. No total, cerca de 2.700 pessoas foram abordadas, com 24 autuações registradas, além da fiscalização de aproximadamente 930 veículos e apreensão de 38 motocicletas.
A Terra Indígena Sararé abriga cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. O território, homologado em 1985, tem sido pressionado pela expansão do garimpo ilegal, que já atinge aproximadamente 4.200 hectares de uma área total de 67 mil hectares.
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A ação é coordenada de forma integrada por órgãos como Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Defesa, Abin, AGU, Ibama e forças de segurança.





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