Polícia prende quadrilha que realizava golpes bancários contra idosos
Nesta semana, a Polícia Civil desmantelou uma quadrilha responsável em aplicar golpes bancários contra idosos. Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagraram a operação “Chamada Bancária”, em São Paulo (SP), que prendeu três suspeitos de envolvimento com o grupo.
A ação é coordenada pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG) e as autoridades cumprem cinco mandados de prisão temporária e outros sete mandados de busca e apreensão. Fora os três suspeitos já presos, a polícia ainda tenta localizar os demais envolvidos na quadrilha.
Com uso de uma estrutura sofisticada, os criminosos se especializaram em golpes contra idosos na capital paulista. Por meio de um ecossistema automatizado de chamadas, era possível simular centrais telefônicas dos bancos e persuadir as vítimas a enviarem informações pessoais sensíveis.

As autoridades entendem que pelo menos cinco operadores estavam diretamente ligados aos golpes, mas não divulgou nomes ou endereços dos suspeitos.
O processo dos golpes começava a partir da obtenção de informações cadastrais ilícitas, usadas pelos criminosos para entrar em contato com as futuras vítimas.
Como os golpistas roubavam os idosos?
Em posse dos dados, os golpistas realizavam o primeiro contato com os idosos ao se passarem por funcionários de instituições financeiras. Durante a conversa, os agentes maliciosos solicitavam que a pessoa desligasse a ligação e retornasse a chamada ao discar o número de telefone impresso no cartão de crédito/débito que ela possuía.
- O movimento de orientar a retornar a ligação criava um vínculo de aparente segurança entre vítima e criminoso;
- Ao retornar o telefone, no entanto, os golpistas conseguiam reter a linha telefônica e permanecer no controle enquanto a vítima permanecia dialogando com os criminosos;
- Um terceiro suspeito assumia o controle da situação e finalmente iniciava o roubo de informações, como senhas;
- O golpe era finalizado quando um motoboy comparsa se dirigia à residência da vítima para pegar o cartão bancário para a empresa realizar uma análise;
- Com todas as informações em mãos, os golpistas realizavam transações financeiras e Pix sem o conhecimento das vítimas.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo aponta que os investigados podem responder por crimes de estelionato, organização criminosa e, talvez, caso de latrocínio tentado (roubo seguido de morte). Caso condenados, os criminosos podem ser sentenciados a penas entre quatro a oito anos de reclusão e multa, e até 20 anos de prisão se os crimes de latrocínio tentado forem confirmados.
Na última terça-feira (7), a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar invasões cibernéticas no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) feitas por um grupo criminoso. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.





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