Cofundador e presidente da Dolce & Gabbana renuncia ao cargo

Domenico Dolce e Stefano Gabbana na Fashion Week em Milão
Claudia Greco/Reuters
A Dolce & Gabbana anunciou, nesta sexta-feira (10), que o cofundador Stefano Gabbana deixará seus cargos na grife italiana e na holding que controla a empresa a partir de 1º de janeiro, confirmando informações anteriores de que ele havia renunciado à presidência.
"As renúncias não têm impacto sobre as atividades criativas realizadas para o grupo por Stefano Gabbana", disse o grupo em um comunicado.
O diretor-executivo Alfonso Dolce, irmão do cofundador Domenico Dolce, foi nomeado novo presidente, segundo registro da empresa na Câmara de Comércio de Milão.
Gabbana, de 63 anos, fez sua tradicional reverência no último desfile da marca, em fevereiro, ao lado de Dolce. A apresentação contou ainda com a presença da musa de longa data dos estilistas, a cantora Madonna, que assistiu ao evento na primeira fila.
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A saída de Gabbana foi noticiada inicialmente pela Bloomberg, que informou que o estilista também avaliava alternativas para sua participação de cerca de 40% na empresa, antes do início das negociações de dívidas com bancos.
Segundo a Bloomberg, os credores da Dolce & Gabbana buscam uma injeção de até 150 milhões de euros em novos recursos, dentro de um processo mais amplo de refinanciamento da dívida total da empresa, estimada em 450 milhões de euros (cerca de R$ 2,6 bilhões).
A empresa, assessorada pelo banco Rothschild, estuda formas de levantar novos recursos, incluindo a venda de ativos, como imóveis, e a renovação de licenças, segundo uma fonte próxima ao assunto, confirmando reportagem da Bloomberg.
A Dolce & Gabbana não quis comentar, pois "as negociações com os bancos ainda estão em andamento".





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