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Belo Horizonte,09/04/2026

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Patricia Rebel alerta para desperdicio tributario em clinicas medicas e destaca o planejamento como estrategia de crescimento

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Patricia Rebel alerta para desperdicio tributario em clinicas medicas e destaca o planejamento como estrategia de crescimento
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Com uma atuação consolidada na contabilidade para profissionais da saúde, Patrícia Rebel tem se destacado por levar inovação e estratégia a um setor historicamente engessado. Integrando a tradição de um escritório com 75 anos à sua visão moderna de gestão, ela também é membro da G4 Scale, mentora do MedHub e vem ampliando sua presença para São Paulo, acompanhando o crescimento e a complexidade do mercado médico no país. Nesse cenário, o aumento da competitividade no setor da saúde tem exposto uma fragilidade recorrente na gestão de clínicas médicas: a falta de planejamento tributário adequado.
Para a empresária e contadora, muitos profissionais ainda operam com estruturas fiscais ineficientes, impactando diretamente na lucratividade dos seus negócios.
Segundo a especialista, um dos principais erros começa já na abertura do CNPJ. "A maioria abre o CNPJ com pressa, sem orientação adequada, e acaba enquadrada no regime errado desde o início. O Simples Nacional, por exemplo, parece atraente pelo nome, mas para muitas clínicas ele é o regime mais caro. Pagar imposto a mais não é obrigação, é consequência de falta de planejamento", explica Patrícia Rebel.
Ela destaca que um planejamento tributário eficiente vai muito além da escolha do regime fiscal. Envolve a análise do enquadramento tributário mais adequado, como Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, além da estrutura jurídica da empresa e da organização das retiradas financeiras entre pró-labore e distribuição de lucros. "Na prática, significa fazer as contas antes de tomar decisões, e não depois. Esse planejamento precisa ser revisado anualmente porque tudo muda: legislação, faturamento e momento do negócio", afirma.
Entre os erros mais comuns no segmento, Patrícia aponta a permanência no regime tributário inadequado por inércia, a má organização entre pró-labore e lucros, a não utilização de benefícios fiscais e o acúmulo de obrigações acessórias em atraso. "Muitas clínicas crescem e continuam com a mesma estrutura de quando eram pequenas. Isso gera uma carga tributária desnecessária e riscos evitáveis", ressalta.
Os impactos financeiros dessa falta de estratégia podem ser significativos. De acordo com a contadora, é possível reduzir entre 20% e 40% da carga tributária com uma revisão bem estruturada. "Raramente fazemos uma análise e não encontramos margem de melhora. O problema quase sempre existe, o que falta é alguém olhar com atenção", pontua.
Patrícia também chama atenção para o fator tempo, que pode ser decisivo na economia tributária. "A mudança de regime só pode ser feita uma vez por ano, em janeiro. Por isso, o planejamento precisa ser revisado entre outubro e dezembro. Quem perde esse prazo, perde oportunidades reais de economia para o ano inteiro", orienta.
Por fim, ela reforça que o planejamento tributário deve ser encarado como um investimento estratégico, e não como um custo. "Cada real economizado em imposto de forma legal é um real que fica no caixa da clínica. Isso pode ser reinvestido em crescimento, equipe, estrutura ou qualidade de vida. Planejamento tributário não é despesa, é o investimento com melhor retorno que existe para uma clínica médica", conclui.




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