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Belo Horizonte,09/04/2026

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Primeiro dia de cessar-fogo na guerra tem ataques e troca de acusações

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Primeiro dia de cessar-fogo na guerra tem ataques e troca de acusações
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O cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã se tornou cada vez mais frágil ao longo desta quarta (8). Os ataques continuaram mesmo horas depois do anúncio da trégua.


Arábia Saudita, Kuwait, Barein, Catar e Emirados Árabes Unidos reportaram ofensivas durante o dia. No Kuwait, drones iranianos atingiram instalações petrolíferas, centrais elétricas e usinas de dessalinização de água. Dentro do Irã, um bombardeio atingiu a refinaria de Lavan e não deixou vítimas.


No entanto, o Líbano foi quem mais sofreu. O exército israelense manteve a ofensiva contra o território libanês, atingindo mais de 100 alvos no país.




Tel Aviv declarou que essa foi a maior investida desde o início da guerra. Alguns bombardeios atingiram o centro de Beirute e outras regiões densamente povoadas. Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 180 pessoas morreram.


O governo de Benjamin Netanyahu diz que o Líbano está fora do cessar-fogo e, por isso, o exército israelense seguiu com o uso da força. “Eu insisti que o cessar-fogo temporário com o Irã não incluiria o Hezbollah. E continuamos a atacá-lo vigorosamente”, disse Netanyahu.


No entanto, o premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, ao anunciar a trégua na terça (7), afirmou que os libaneses estavam inclusos no acordo. O Paquistão mediou as conversas entre os governos.




A Casa Branca ignorou o ponto e reforçou o argumento do israelense. “O Líbano não faz parte do cessar-fogo. Isso foi destacado para todas as partes envolvidas”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.


Poucas horas depois, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, também negou que os ataques significassem uma quebra no acordo. Mas, ao mesmo tempo, destacou que Israel poderia “se conter um pouco”.


“Acho que os iranianos pensaram que o cessar-fogo incluía o Líbano, o que não é verdade. Nunca fizemos essa promessa. Nunca indicamos que seria esse o caso”, apontou Vance enquanto manteve a ameaça de uma retomada na guerra caso Ormuz siga bloqueado.


A ONU (Organização das Nações Unidas) condenou a onda de ataques. O residente das Nações Unidas e coordenador humanitário para o Líbano, Imran Riza, afirmou que a situação representa uma escalada chocante.


“O nível de desespero das pessoas agora é bastante alto… a sensação que elas têm é que o Líbano não faz parte deste cessar-fogo”, apontou.


Até o dia 1° de abril, mais de 1 milhão de libaneses tinham sido deslocados em decorrência dos bombardeios de Israel. A situação antes do conflito já era complicada no país, com grande parte da população vivendo na pobreza e precisando de algum tipo de ajuda humanitária.


Diante da sequência de ataques, os iranianos anunciaram o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçaram abandonar o cessar-fogo. Eles também defendem que o Líbano era parte do acordo desde o início.


A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) alertou que responderá caso as “agressões” contra o Líbano não cessem. 


Além disso, o regime dos aiatolás também reclamam que Israel e os EUA teriam quebrado outras partes do acordo. Teerã acusa um drone de ter invadido seu espaço aéreo e dizem que ainda não teve seu direito de enriquecer urânio reconhecido.




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