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Belo Horizonte,08/04/2026

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8 de abril - Dia Mundial de Luta Contra o Câncer

Dr. Wesley Pereira Andrade, Médico, mestre e PhD em Oncologia cita 8 entraves e desafios na luta contra a enfermidade

Assessoria de Imprensa
8 de abril - Dia Mundial de Luta Contra o Câncer Wesley Pereira Andrade MD, PhD; Mestre e Doutor em Oncologia
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O MD e PhD em Oncologia enumera 8 (oito) tópicos que precisam ser melhorados na luta contra o câncer, que tem seu dia marcado para 8 de abril

Vamos a eles: 

1- Baixa cobertura de rastreamento organizado

O Brasil ainda não possui um programa nacional estruturado de rastreamento, e funciona de forma oportunística.

No câncer de mama, a cobertura de mamografia está abaixo do ideal, especialmente no SUS. Apenas 35% das mulheres realizam mamografia periódica;

2. Diagnóstico tardio

Grande parte dos casos de câncer ainda é diagnosticada em estágios avançados. Isso ocorre por dificuldade no acesso, baixa educação em saúde e falhas no rastreamento. No câncer de mama, por exemplo, reduz as chances de tratamento conservador e cura;

3. Tempo excessivo entre diagnóstico e tratamento

Mesmo após o diagnóstico, há atrasos significativos para início do tratamento. Filas, burocracia e falta de integração impactam diretamente o prognóstico. Em câncer de mama, atrasos podem permitir progressão tumoral;

4. Desigualdade regional no acesso à saúde

O acesso ao diagnóstico e ao tratamento varia muito entre as regiões do país. Centros urbanos concentram recursos, enquanto áreas remotas têm limitações importantes. Isso gera diferenças claras nos desfechos oncológicos;

5. Acesso limitado às terapias inovadoras

Medicamentos modernos demoram para ser incorporados ao sistema público. Há limitação no acesso a testes moleculares e terapias-alvo. No câncer de mama, isso impacta diretamente subtipos como HER2+ e doença metastática;

6. Prevenção primária subutilizada

Fatores de risco modificáveis ainda são pouco abordados na prática populacional. Obesidade, sedentarismo e álcool contribuem para aumento da incidência. No câncer de mama, por exemplo, mudanças de estilo de vida podem reduzir significativamente o risco;

7. Falta de integração de dados e uso de tecnologia (IA)

O sistema de saúde ainda é fragmentado e pouco digitalizado. Falta integração entre exames, histórico clínico e acompanhamento populacional. Isso dificulta o rastreamento eficiente e o uso de IA para diagnóstico precoce;

8. Baixo acesso a testes genéticos para predisposição hereditária

O acesso a testes como BRCA1/BRCA2 ainda é limitado, especialmente no sistema público. Isso impede a identificação de pacientes de alto risco que poderiam se beneficiar de rastreamento intensivo. Além disso, reduz a indicação de cirurgias redutoras de risco, fundamentais para prevenir o desenvolvimento do câncer.


Wesley Pereira Andrade

MD, PhD; Mestre e Doutor em Oncologia; Mastologista e Cirurgião Oncologista; Médico Titular da Sociedade Brasileira de Mastologia; Médico Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica; Coordenador do Comitê de Oncologia Mamária da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica; Membro da Sociedade Americana de Cirurgia Oncológica | SSO - Society of Surgical Oncology e Membro da Sociedade Europeia de Cirurgia Oncológica | ESSO - European Society of Surgical Oncology





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